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Portugal tem baixos níveis de escolaridade mas deu o maior salto entre gerações da OCDE

O aumento na escolaridade entre gerações é o mais alto dos países da OCDE mas mesmo entre os jovens continua abaixo da média dos países desenvolvidos. Habilitações escolares são assimétricas e decisivas nos salários.

Correio da Manhã
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A diferença entre gerações da percentagem de pessoas com o ensino superior é em Portugal o mais alto entre os países da OCDE, revelam as conclusões do Education at a Glance 2015, um relatório divulgado esta terça-feira, 24 de Novembro. Mas mesmo as gerações mais novas continuam, no entanto, abaixo da média da OCDE.

 

"O aumento das habilitações escolares entre gerações em Portugal é o mais alto entre os países da OCDE. Entre os que têm 55 a 64 anos, só 23% tem o ensino secundário, mas a taxa salta para 65% entre os que têm 25 a 34 anos. Ainda assim, está abaixo da média da OCDE, que é de 83%", pode ler-se na conclusão das análises relativas a Portugal.

 

A OCDE nota, ainda, as fortes assimetrias também ao nível da escolaridade. "O nível de instrução é bastante desigual em Portugal. Com 36%, Portugal tem a segunda taxa mais alta de pessoas sem o ensino básico, apenas atrás da Turquia. No entanto, 17% da população tem um mestrado ou licenciatura, muito acima da média de 11% da OCDE".

 

O relatório nota que as habilitações escolares fazem muita diferença no mercado de trabalho. Apesar de a taxa de desemprego ser "substancialmente superior" em Portugal do que nos outros países da OCDE, cai bruscamente para quem tem maiores habilitações. Em 2014, a taxa de desemprego entre os 25 e os 64 anos sem ensino básico foi de 14,8%, de 12,6% para quem tem o secundário e de 8,9% para os licenciados.

Curso superior traduz-se em prémio de 68%

 

O prémio salarial pela frequência do ensino superior também é considerado elevado, o que "reflecte a baixa taxa de frequência do ensino superior". É que só 31% dos jovens adultos (entre os 25 e os 34 anos) têm um curso superior, refere a nota sobre Portugal.

Quem fez um curso superior ganha, em média, mais 68% do que os que só têm o secundário. Além disso, 44% das pessoas com cursos superiores ganham o dobro da média (o que compara com 15% da população total).

Despesa em educação recuou 14% entre 2010 e 2012

A síntese do relatório refere que Portugal foi um dos países da OCDE onde a despesa com educação mais caiu entre 2010 e 2012. A quebra foi de 14%, mas a síntese não explica se esta redução reflecte essencialmente os cortes nos subsídios de férias e de Natal (dos professores) que foram suprimidos nesse ano.

"Portugal foi um dos países que mais reduziu a sua despesa pública em instituições educativas nesse período, o que é consistente com o facto de ter sofrido uma das mais fortes recessões na OCDE", referem os autores.

A redução de 14% verificada nestes dois anos segue-se a um aumento de 14% verificado entre 2008 e 2010, refere o relatório.

Portugal gasta 7.444 euros por estudante. O valor aumentou 26% entre 2005 e 2012, mas mesmo assim fica abaixo da média da OCDE, que é de 8.982 euros.

(Notícia actualizada às 10:48 com mais informação sobre a despesa em educação.)




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