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Portugueses dos que mais sentem impacto económico da guerra

Quase 60% dos portugueses dizem que já sentem os efeitos, contra 40% da média da UE. Dois terços elegem combate à pobreza como prioridade.

Previsões mais recentes apontam para uma forte recuperação da economia, atingindo os níveis pré-pandemia em meados do próximo ano.
Luís Guerreiro
Negócios com Lusa 22 de Junho de 2022 às 22:01
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A maioria dos portugueses diz que já sente o impacto da guerra da Ucrânia no seu nível de vida, muito acima da média europeia e reconhecem estar menos preparados para enfrentar um conflito prolongado. De acordo com os resultados do Eurobarómetro especial do Parlamento Europeu, Portugal surge, a par com o Chipre, depois da Bulgária, como o segundo país em que os cidadãos referem sentir maior embate do conflito.

Quatro em cada dez europeus indicam que “já sentem” impactos nos padrões de vida e 59% consideram “prioritária” a defesa dos valores europeus comuns como a liberdade e a democracia, mesmo que as medidas afetem os preços e o custo de vida. “Em Portugal, o valor situa-se nos 49%, ao passo que 45% consideram prioritário manter o nível de vida”, indicam os resultados.

Mas igualmente por causa deste sentimento, os portugueses também se afastam dos pares europeus no que toca às prioridades que devem ser definidas pelo Parlamento Europeu.

Assim, a luta contra a pobreza e a exclusão social é mencionada em primeiro lugar (38% dos europeus e 66% dos portugueses), seguida pela saúde pública (35% dos europeus, uma diminuição significativa de 7 pontos percentuais nos últimos seis meses; e 53% em Portugal).

Em terceiro lugar, a nível europeu, surge a democracia e o Estado de direito (32%), que teve um aumento significativo de 7 pontos. “Por outro lado, em Portugal, a terceira prioridade é a economia e o emprego (52%)”, indica a nota do Parlamento Europeu.

A perceção da guerra e aquilo que o conflito significa para a União Europeia “torna-se também visível” nos valores fundamentais que os cidadãos querem que o Parlamento Europeu defenda.

“A democracia volta a liderar a lista, com um aumento de seis pontos em relação ao outono de 2021 (38%, +6 pontos percentuais). A liberdade de expressão e pensamento bem como a proteção dos direitos humanos na União Europeia e em todo o mundo surgem em seguida, ambos com 27%. Este último é considerado como o valor prioritário para a maioria dos portugueses (42%)”, especifica o Eurobarómetro.

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