Conjuntura Portugueses são dos que mais têm de trabalhar para comprar o pequeno-almoço

Portugueses são dos que mais têm de trabalhar para comprar o pequeno-almoço

A Bloomberg criou um índice para avaliar o custo de vida nas principais cidades mundiais. Lisboa surge no lote das cidades onde é preciso trabalhar mais tempo para comprar o pequeno-almoço.
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Bloomberg 04 de março de 2017 às 09:00

Os moradores de Abu Dhabi, Osaka e Zurique conseguem ganhar o suficiente em menos de cinco minutos para comprar a sua primeira refeição do dia, segundo o Bloomberg Global City Breakfast Index. Os ganeses de Accra precisam de quase uma hora e os cidadãos de Caracas, devido à elevada inflação, precisam de quase nove horas.

 

O orçamento do pequeno-almoço pode ser algo secundário nas economias mais ricas, mas produtos com preços proibitivos geraram uma alimentação deficiente e revoltas em países mais pobres, incluindo protestos que envolveram mais de uma dúzia de países do Oriente Médio e do Norte da África em 2010 e 2011.

 

O índice da Bloomberg calcula o custo médio e a acessibilidade de um pequeno-almoço típico- um copo de leite integral, um ovo, duas torradas e um pedaço de fruta - para 129 centros financeiros globais e regionais. Os rankings são baseados nos preços de mercado dos últimos 12 a 18 meses do Numbeo.com, site que possui uma base de dados online de estatísticas de cidades e países com colaboração dos utilizadores.

 

Em algumas regiões económicas, o índice revela grandes diferenças entre as cidades no topo e na base. O pequeno-almoço custa pouco mais de 1% do salário diário dos moradores de Zurique e Genebra, na Suíça, enquanto os ucranianos de Kiev precisam desembolsar cerca de 6%. Na Ásia, custa menos de 1% em Osaka, no Japão, contra 12% em Hanoi, no Vietname. A disparidade é maior na América Latina: 2,4% em Monterrey, no México, contra 111% em Caracas, capital da Venezuela.

 

Lisboa é a única cidade portuguesa que integra este índice da Bloomberg, surgindo na metade inferior da tabela, ou seja, entre as cidades onde o pequeno-almoço é mais "caro". A capital portuguesa surge na 75ª posição, sendo que o pequeno-almoço custa 0,73 dólares, 2,38% do salário médio diário de 30,69 dólares.

 

Lisboa surge ao lado de cidades como Tóquio, no Japão, Monterrey no México e Bangalore na Índia. Nas capitais europeias mais próximas de Lisboa, como Madrid (1,67%, na 48.ª posição) e Paris (1,7%, na 50.ª posição) o pequeno-almoço é mais barato, tendo em conta o salário médio diário. Na fotogaleira em cima veja as cidades mais caras e mais baratas.

 

A Bloomberg seleccionou os itens deste seu índice por serem matérias-primas agrícolas amplamente disponíveis cujos preços permitem comparações entre cidades. O que as pessoas realmente comem na primeira refeição do dia varia, de mingau de arroz e youtiao (uma tira de massa frita) em Pequim e Xangai a salsicha e feijão cozido com ovos, tomate e outros ingredientes na Inglaterra.

 

A ampla diferença reflecte também diversas forças de mercado e regulatórias, de subsídios a alimentos em lugares como o Cairo, no Egipto, que tem o pequeno-almoço mais barato, por 0,35 dólares, até preços mais elevados em pequenos mercados dependentes de importações, como Hamilton, nas Bermudas, onde o pequeno-almoço custa 3,48 dólares.




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