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Portugueses aumentam recurso ao crédito para consumo e compra de habitação

A taxa de crescimento homólogo do crédito concedido às famílias portugueses voltou a aumentar em Agosto, com os portugueses a contraírem mais empréstimos para adquirirem habitação e bens de consumo.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 21 de Outubro de 2005 às 15:00

A taxa de crescimento homólogo do crédito concedido às famílias portugueses voltou a aumentar em Agosto, com os portugueses a contraírem mais empréstimos para adquirirem habitação e bens de consumo.

De acordo com os Indicadores de Conjuntura de Outubro de 2005, divulgados hoje pelo Banco de Portugal, a taxa de variação anual do crédito concedido a particulares, no mês de Agosto, situou-se nos 9,6%, acelerando face aos 9,4% registados no mês anterior.

O Banco de Portugal explica que a «evolução registada pelos empréstimos concedidos a particulares reflectiu os aumentos nas taxas de variação dos empréstimos para aquisição de habitação e dos empréstimos para consumo e outros fins».

A taxa de crescimento nos empréstimos para aquisição de habitação aumentou de 10,8% para 10,9% em Agosto, enquanto a subida no crédito ao consumo aumentou de 3,7% para 4,4%.

Esta subida no crédito ao consumo por parte das famílias portuguesas ocorreu apesar de, segundo o Banco de Portugal, o consumo privado em Portugal ter abrandado no terceiro trimestre.

O indicador coincidente mensal para o consumo privado registou um aumento mensal de 3,7% no terceiro trimestre, uma taxa de crescimento inferior à verificada no segundo trimestre (3,6%).

O Banco de Portugal acrescenta que em Agosto, as taxas de juro médias sobre saldos de operações activas registaram ligeiras reduções (não superiores a 4 p.b.).

Nos meses seguintes as taxas de juro aceleraram, devido às expectativas de que o Banco Central Europeu vai aumentar a sua taxa de juro director mais cedo que o previsto. A euribor a seis meses foi hoje fixado nos 2,277%, sugerindo que os investidores estão já a descontar um aumento de 25 pontos base na taxa de juro do BCE (actualmente nos 2%) ao longo dos próximos seis meses.

Se as famílias continuam a recorrer cada vez mais ao crédito, o mesmo pode-se dizer das empresas.

Os empréstimos bancários concedidos ao sector não monetário (excluindo administrações públicas) registaram uma taxa de variação anual de 6,9%, o que representou um ligeiro aumento face ao mês anterior.

O Banco de Portugal explica que «esta evolução reflectiu a aceleração dos empréstimos ao sector privado não financeiro (cuja taxa de variação aumentou de 6,8 para 7,2%), uma vez que a taxa de variação dos empréstimos concedidos a instituições financeiras não monetárias diminuiu de forma significativa, de 6,2 por cento, em Julho, para 0,6 por cento, em Agosto».

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