Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

PR diz ser "muito injusto" que Bruxelas não reconheça esforço do anterior Governo

O Presidente da República considera "muito injusto" que Bruxelas venha agora dizer que o anterior Governo não fez tudo o que podia fazer para cumprir a meta de 3% do défice.

Lusa 14 de Maio de 2016 às 19:19
  • Assine já 1€/1 mês
  • 20
  • ...

"Presto homenagem ao Governo anterior. Acho que o Governo anterior fez tudo aquilo que Bruxelas achava que era necessário fazer para cumprir a meta do défice e acho muito injusto que venha agora Bruxelas dizer que o Governo anterior não se empenhou e não fez tudo o que podia fazer para que essa meta fosse atingida", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas.


O Chefe de Estado falava durante as Comemorações do Dia Paralímpico, no Terreiro do Paço, na qual estiveram ainda presentes, entre outros, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina.


Marcelo Rebelo de Sousa congratulou-se com o facto de existir "consenso nacional" em apelar para que Bruxelas não aplique sanções a Portugal, observando que todos os partidos o têm feito.


Indicou ainda que o actual Governo, liderado por António Costa, está "a fazer tudo para explicar (a Bruxelas) o que se passou no tempo do outro Governo". "É um bom exemplo de convergência nacional", salientou.


Quanto ao valor do défice, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que, tirando o Banif, o défice seria "ligeiramente acima dos 3%", com Bruxelas a falar de 3,2%, mas que "não faz sentido nenhum" Bruxelas aplicar sanções a Portugal por causa de 0,2 pontos percentuais.

O Presidente da República entende que Bruxelas tem o dever de "reconhecer o papel do povo português ao longo dos quatro anos" e "dar um sinal de que percebe o que foi o sacrifício do povo português".


Entretanto, esta semana, a Comissão Europeia negou ter decidido propor sanções a Portugal e Espanha no quadro dos Procedimentos por Défice Excessivo, reiterando que as decisões sobre o cumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento só serão tomadas na próxima semana.


No mesmo dia, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou, em entrevista à SIC, que se baterá contra qualquer tentativa de a Comissão Europeia impor sanções a Portugal, alegando que as considera "injustas", apesar de estar em análise o período entre 2013 e 2015.


Também o ministro das Finanças, Mário Centeno, considerou que o país não deveria ser sujeito a qualquer sanção.


"Estamos a trabalhar com a Comissão Europeia para explicar as razões pelas quais, obviamente, pensamos que o país na situação em que está de alteração das suas condições de crescimento não deveria ser sujeito a nenhuma sanção", disse, a 13 de Maio.


Portugal deveria ter colocado o défice abaixo do limiar dos 3% do PIB em 2015, mas de acordo com os dados validados pelo gabinete oficial de estatísticas da UE, o Eurostat, o défice orçamental de Portugal foi no final do ano passado de 4,4%, incluindo o impacto orçamental da medida de resolução aplicada ao Banif, que valeu 1,4% do PIB.

Ver comentários
Saber mais Marcelo Rebelo de Sousa Chefe de Estado Governo Bruxelas Portugal António Costa Presidente da República Comissão Europeia
Mais lidas
Outras Notícias