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Praças asiáticas voltam a fechar em terreno negativo

As bolsas asiáticas voltaram a viver uma sessão de forte queda, mantendo o comportamento que ontem levou as praças norte-americanas a perder cerca de 5%. A pressionar o sentimento dos investidores está a notícia de que o plano do Tesouro vai abandonar o plano de compra de activos tóxicos, pretendendo agora usar parte do dinheiro para estimular o crédito ao consumo.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 13 de Novembro de 2008 às 07:51
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As bolsas asiáticas voltaram a viver uma sessão de forte queda, mantendo o comportamento que ontem levou as praças norte-americanas a perder cerca de 5%. A pressionar o sentimento dos investidores está a notícia de que o plano do Tesouro vai abandonar o plano de compra de activos tóxicos, pretendendo agora usar parte do dinheiro para estimular o crédito ao consumo.

Também a influenciar negativamente a sessão dos principais índices asiáticos estava o anúncio do Commonwealth Bank of Australia de que as dívidas incobráveis podem duplicar.

O dado económico que revelou que a produção industrial na China falhou as estimativas dos economistas. A produção industrial subiu em Outubro ao ritmo mais lento em sete anos. O crescimento de 8,2% ficou abaixo dos 11,1% estimados pelos economistas consultados pela Bloomberg.

Entre as quedas destaque para o Commonwealth Bank que cedia 6% e para a BHP Billiton, a maior empresa mineira do mundo, que depreciava 12% devido à queda nos preços do petróleo e dos metais.

“A alteração aos planos de Paulson está a fazer as pessoas perguntar-se se os seus receios estão a tornar-se realidade, que a crise financeira na esfera da hipotecas se está a estender aos consumidores”, afirmou o gestor de fundos Seo Jung Ho, da UBS Haba Asset Management, citado pela agência Bloomberg.

As praças japonesas já terminaram a sessão com o Nikkei a ceder 5,25% para os 8.238,64 pontos e o Topix a perder 4,31% para os 837,53 pontos. O membro do banco central do Japão, Seiji Nakamura, afirmou hoje que a economia do país está em risco de se deteriorar mais enquanto a turbulência financeira global abranda o crescimento económico mundial.

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