Cultura Precários contestam “violência” dos cortes na Casa da Música

Precários contestam “violência” dos cortes na Casa da Música

Técnicos, músicos, formadores, guias e assistentes de sala, entre outros recibos verdes, receberam propostas que vão do banco de horas à perda total de rendimentos. Abaixo-assinado que pede reversão já chegou ao Governo.
Precários contestam “violência” dos cortes na Casa da Música
António Larguesa 28 de abril de 2020 às 17:41

Quase uma centena de trabalhadores da Casa da Música juntaram-se para denunciar as soluções "indignas" que estão a ser impostas pela administração a dezenas de prestadores de serviço regulares, como assistentes de sala, guias, músicos, técnicos e formadores, devido à pandemia de covid-19.

 

Num abaixo-assinado em que reclamam que a instituição cultural do Porto "não deveria renunciar à responsabilidade social que representa ser uma das mais financiadas pelo Estado", apontam, por exemplo, que aos formadores e técnicos foi proposto um contrato de bolsa de horas, enquanto os assistentes e os guias perderam por completo esse rendimento.

 

"Sem notícia de redução, pelo menos para este ano, de subsídios estatais ou do mecenato, nem mesmo uma redução significativa dos alugueres de sala para promotores externos, não se compreende a violência destas medidas", lê-se neste documento que foi enviado ao diretor-geral da fundação, sendo dado conhecimento ao conselho de fundadores, ao conselho de administração e ao Ministério da Cultura.

 

Os subscritores – 64 funcionários a recibos verdes e 28 com contrato – calculam que as perdas de bilheteira e da área comercial rondam os 140 mil euros mensais e propõem que sejam colmatas com a utilização do resultado operacional de 935 mil euros previsto no orçamento da Casa da Música para este ano, "em vez de se retirar rendimentos a quem trabalha com vínculo precário".

 

Lembrando que "medidas deste género já serviram noutras alturas para cobrir os cortes orçamentais do Estado, bem mais volumosos", este grupo de trabalhadores pede a reversão das propostas feitas aos precários. Através dos porta-vozes, Marcos Cruz e Fernando Pires de Lima, frisam que esta "não é uma denúncia de âmbito legal", mas um apelo para que sejam cumpridos os compromissos e assumida a "responsabilidade social" da fundação.




pub

Marketing Automation certified by E-GOI