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Preços dos manuais do ensino básico aumentam 1,13%

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) anunciou hoje que os manuais escolares para o ensino básico vão aumentar em média 1,13%, enquanto os livros para o secundário não vão aumentar.

Lusa 17 de Agosto de 2011 às 09:47
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A APEL destacou em comunicado que o aumento dos preços dos livros está abaixo da inflação - estimada em "2,94% no passado mês de Junho" - e assegurou que "a maioria dos livros já está disponível nas livrarias".

Nas principais cadeias de supermercados, multiplicam-se as campanhas de promoções associadas à compra dos manuais: descontos nos cartões de compras, possibilidade de compra a crédito ou descontos da loja sobre o preço do editor.

Outra possibilidade este ano é a compra de manuais em segunda mão pela internet, com um site dedicado aos leilões a inaugurar uma secção específica de "regresso às aulas", que inclui livros escolares.

Este ano, a principal novidade em relação ao conteúdo dos manuais é a entrada em vigor do novo acordo ortográfico, que este ano já estará presente em todos os livros adoptados este ano para o primeiro e segundo ano do primeiro ciclo do ensino Básico.

Segundo uma das principais editoras do sector do livro escolar, a Porto Editora, a assimilação da nova maneira de escrever nos manuais "está a decorrer tal como foi definido, em 2010, pelo Ministério da Educação em articulação com a Comissão do Livro Escolar da APEL, num calendário que terminará no ano lectivo de 2014/2015".

O responsável pela comunicação da Porto Editora, Paulo Gonçalves, indicou que a adopção faseada visa "minimizar os custos para as famílias, autarquias, livrarias, bibliotecas escolares e editoras, evitando desperdícios desnecessários".

No quarto ano do Básico, os manuais de Matemática já deverão ter a nova ortografia, tal como todos os do quinto - menos Educação Física, Educação Musical, Educação Visual e Tecnológica.

Quanto ao sexto ano, os alunos já vão aprender em livros adaptados ao novo acordo em todas as cadeiras excepto as de Língua Portuguesa, Educação Física, Educação Musical e Educação Visual e Tecnológica.

Este ano entram em vigor com a nova maneira de escrever os livros de Língua Portuguesa do sétimo ano, e os de Matemática do oitavo ano.

Contudo, poderá acontecer que na mesma sala de aula coexistam livros com grafias diferentes, uma fonte de possíveis confusões que a presidente da Associação de Professores de Português, Edviges Ferreira, desvalorizou em declarações à Agência Lusa.

"É evidente que vão coexistir. Muitas vezes os livros passam de irmãos para irmãos e se for o mesmo manual isso vai acontecer. Terão que ser os professores a chamar a atenção mas penso que vai correr bem", afirmou.

Edviges Ferreira afirmou que há vários recursos para os professores evitarem confusões: há livros de apoio para os manuais que vêm escritos com a nova grafia, os professores tiveram acções de formação e existe um conversor ortográfico.

Paulo Gonçalves lembrou que nas salas de aula, os livros na grafia que será substituída pelo novo acordo continuarão a ser utilizados pelos professores e alunos, da mesma forma que nas bibliotecas, nas livrarias e em muitos outros sítios continuarão a coexistir livros com a "antiga" e a "nova" ortografia".

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