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Preço do crude cai com especulação pessimista de crescimento

O preço do petróleo caiu hoje, empurrado por especulações que a economia não crescerá suficientemente rápido para impedir que as reservas de crude cresçam.

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 17 de Junho de 2003 às 19:05
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O preço do petróleo caiu hoje, empurrado por especulações que a economia não crescerá suficientemente rápido para impedir que as reservas de crude cresçam.

O contrato do crude com entrega em Julho caía 0,55% em Nova Iorque [CL1] para 31,01 dólares (26,24 euros), enquanto o futuro do «brent» [CO1] recuava 0,34% em Londres para 26,56 dólares (22,48 euros).

«Não tivemos a recuperação que era esperada na economia», afirmou hoje Einar Steensnaes, ministro norueguês da energia, numa entrevista.

«Tem havido algum aumento na procura de petróleo, mas isso tem mais a ver com um Inverno frio do que com melhorias no mercado», acrescentou o ministro da Noruega, país que ocupa o terceiro lugar do «ranking» de maiores exportadores mundiais de petróleo, atrás da Arábia Saudita e a Rússia.

Einar Steensnaes defendeu ainda que os preços do petróleo a 30 dólares por barril e acima estão «muito altos» para ajudar na recuperação económica internacional. Um preço perto dos 20 dólares é preferível, sublinhou.

Os analistas estimam que os preços baixem com a retoma da extracção petrolífera no Iraque, país que se encontra actualmente a produzir 700 barris por dia, ainda assim em volume não suficiente para satisfazer o consumo interno.

Em Fevereiro, altura em que a produção foi interrompida, a produção do Iraque era de 2,5 milhões de barris por dia, o que corresponde a 3% do fornecimento mundial.

A administração norte-americana, que desde Abril último governa o Iraque como consequência da vitória sobre as forças do anterior líder iraquiano Saddam Hussein, prevê que seja carregado o primeiro petróleo para exportação ainda este mês.

Todavia, essa matéria prima foi extraída antes da guerra e não depois, o que faz os analistas temerem por mais atrasos na recuperação do fornecimento iraquiano a níveis anteriores ao conflito armado, preocupados que estão com a falta de segurança, saques nos poços e falhas de energia.

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