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Preços no consumidor crescem 0,7% e inflação homóloga acelera para 4% em Outubro

O índice de preços no consumidor (IPC) em Portugal aumentou 0,7% em Outubro, face ao mês anterior, colocando a inflação homóloga em 4%, devido à subida dos preços do vestuário, calçado e educação.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 15 de Novembro de 2002 às 11:02
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O índice de preços no consumidor (IPC) em Portugal aumentou 0,7% em Outubro, face ao mês anterior, colocando a inflação homóloga em 4%, devido à subida dos preços do vestuário, calçado e educação.

Segundo Instituto Nacional de Estatística (INE) a subida de 0,7% no IPC de Outubro, supera em 0,3 pontos percentuais o registado no mesmo mês de 2001.

Assim a inflação homóloga, que compara Outubro de 2002 com o mesmo mês do ano passado, cresceu para 4%, valor que compara com os 3,7% verificados em Setembro.

A taxa de inflação média dos últimos doze meses manteve-se pelo quarto mês consecutivo nos 3,6%, «interrompendo a tendência descendente iniciada em Janeiro do ano corrente», refere o INE.

A Direcção Geral do Comércio e da Concorrência previa que os preços crescessem 0,5% em Outubro, originando uma queda na inflação média anual para 3,5%.

O Governo prevê que a inflação este ano varie no intervalo entre 3,3 e 3,6% este ano.

«A contribuição das Regiões Norte e Lisboa e Vale do Tejo que, em conjunto, justificaram mais de 80% da variação mensal observada pelo índice a nível nacional», salienta o INE.

Vestuário, calçado e educação explicam subida dos preços

Segundo o INE, a subida dos preços do vestuário, calçado e educação, com o regresso às aulas em Outubro, foram os que mais contribuíram para a subida da inflação.

«Todas as variações mensais foram de sinal positivo ou nulo, tendo o "Vestuário e calçado" (4,2%) e a "Educação" (3,5%) alcançado as taxas mais significativas», explica o INE, afirmando que «a reposição das novas colecções de artigos de vestuário e calçado, com carácter sazonal, e a actualização dos preços das mensalidades e propinas associada ao início do ano lectivo, estão na origem das evoluções referidas».

O início do novo ano lectivo influenciou ainda a subida de preços das cantinas, dos livros e dos serviços de acção social.

Para a subida homóloga da inflação, foram as classes «Hotéis, cafés e restaurantes», «Bens e serviços diversos» e «Transportes», onde os preços registaram os aumentos mais significativos.

Diferencial com Zona Euro mantém-se

A variação média dos últimos 12 meses da inflação harmonizada de preços no consumidor, que serve para comparar com os restantes países da Zona Euro, ascendeu a 3,7% em Outubro, ficando inalterado face a Setembro.

«De acordo com os últimos dados disponíveis para a União Económica e Monetária (Zona Euro) o diferencial entre a inflação média portuguesa e a da Zona Euro situou-se, em Setembro de 2002, nos 1,5 pontos percentuais», refere o INE.

Em Outubro foi o oitavo mês consecutivo que o diferencial de inflação com a Zona Euro se manteve. A inflação dos 12 países que utilizam o euro ascendeu a 2,2% no mês passado.

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