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Presidenciais no Brasil obrigam Lula a segunda volta com 46,45% dos votos (act2)

As presidenciais no Brasil precisarão de uma segunda volta, depois do candidato mais votado, Lula da Silva, não ter conseguido a maioria necessária com 46,45% dos votos, e José Serra ter superado as expectativas no escrutínio de ontem.

Ricardo Domingos rdomingos1@gmail.com 07 de Outubro de 2002 às 13:11
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(actualiza com resultados após contagem de 98% os votos)

As eleições presidenciais no Brasil precisarão de uma segunda volta dentro de três semanas, depois do candidato mais votado, Lula da Silva, não ter conseguido a maioria necessária com 46,45% dos votos, e José Serra ter superado as expectativas no escrutínio de ontem.

Com 98% dos boletins contabilizados, Lula da Silva, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), obteve 38,8 milhões de votos válidos, enquanto José Serra conquistou 23,19%, ou 19,37 milhões de votos, segundo informações veiculadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Para haver um vencedor na primeira volta, o candidato mais votado teria que obter 50% mais um voto. Não havendo um vencedor, a segunda volta realiza-se dentro de três semanas, a 27 de Outubro.

A maioria dos analistas políticos davam como certa a vitória de Lula na primeira ronda, mas a votação de José Serra, do PSDB do actual presidente Fernando Henrique Cardoso, obrigará a uma disputa entre os dois candidatos.

Os brasileiros votaram para eleger o 41º presidente do maior país da América Latina, bem como 27 governadores, 54 senadores e representantes das legislaturas federais e estaduais.

As acções, obrigações e divisa do Brasil, que perderam cerca de um terço do seu valor este ano devido a receios de que Lula vença as eleições, poderão registar valorizações, uma vez que os investidores afirmam que Serra tem uma maior preocupação do que Lula no controlo da despesa pública e no pagamento de 300 mil milhões de dólares (306,61 mil milhões de euros) em dívida pública.

Anthony Garotinho, antigo governador do Rio de Janeiro e candidato do PSB, somou 17,87% dos votos, o correspondente a 14,92 milhões de boletins favoráveis, enquanto Ciro Gomes, marido da actriz Patrícia Pillar e candidato do PPS, garantiu 11,97%, ou 10 milhões.

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