Política Presidente da República: “Competitividade de Portugal não se encontra nos salários baixos”

Presidente da República: “Competitividade de Portugal não se encontra nos salários baixos”

Respondendo a perguntas dos jornalistas sobre o relatório da OIT que defende maiores salários, Cavaco Silva disse que a competitividade de Portugal passa pela aposta “no conhecimento, na inovação e na criatividade” e não pelos salários.
Presidente da República: “Competitividade de Portugal não se encontra nos salários baixos”
Diogo Cavaleiro 04 de novembro de 2013 às 14:02

“A competitividade de Portugal não se encontra nos salários baixos”. Foi assim que Aníbal Cavaco Silva reagiu ao relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que defende um aumento do salário mínimo nacional.

 

Quando questionado pelos jornalistas sobre o relatório, Cavaco Silva não se quis comprometer directamente com a concordância ou discordância em relação a esta posição da OIT, por ser uma matéria tratada no conselho permanente de concertação social (que reúne os parceiros sociais). Mas deixou a referida ideia de que não são os salários os pilares da competitividade nacional.


O relatório da OIT, segundo foi noticiado, sugere a subida do salário mínimo nacional além de propor um reforço do rendimento social de inserção. À TSF, Octávio de Oliveira, secretário de Estado do Emprego, não se compromete com a subida do salário mínimo, mas defende que o tema deve ser debatido.

 

O Presidente da República deixou claro que, não sendo pelos salários baixos que Portugal ganha competitividade, deve insistir-se “no conhecimento, na inovação e na criatividade”.

 

Cavaco Silva falava à margem da inauguração do Centro de Inovação e Tecnologia de Tomar, iniciativa da IBM em parceria com a Câmara Municipal e o Instituto Politécnico da região. Já no discurso de inauguração, Cavaco Silva havia sublinhado que este investimento materializa os referidos elementos de conhecimento e de inovação, “dois dos factores-chave do crescimento da economia portuguesa”.

 

“A competitividade da nossa economia só poderá evoluir com maior produtividade do conhecimento e da tecnologia”, declarou o Presidente da República.

 

O Chefe de Estado também enunciou que a escolha de Tomar para o centro da IBM mostra que “Portugal está preparado para receber investimento internacional e que se perfila como uma das localizações mais competitivas da Europa”. Cavaco Silva acredita que há “condições impares para projectos tecnológicos” em território nacional e alertou mesmo os empresários portugueses a seguirem a tecnológica norte-americana e a investirem neste momento.

 

No seu discurso, Cavaco Silva aproveitou, ainda, para sublinhar o “consenso político” que existiu em torno da construção do centro tecnológico de Tomar, acrescentando que deveria ser “um exemplo” para o resto do País. Em declarações aos jornalistas, o Presidente da República foi duro e criticou a falta de diálogo entre as forças partidárias.

 

 




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