Economia Presidente do BES desvaloriza falta de mão-de-obra portuguesa no Alqueva

Presidente do BES desvaloriza falta de mão-de-obra portuguesa no Alqueva

Ricardo Salgado desvalorizou hoje a falta de mão-de-obra nacional nos projectos agrícolas do Alqueva, declarando que há imigrantes que substituem os portugueses que "preferem ficar com o subsídio de desemprego".
Presidente do BES desvaloriza falta de mão-de-obra portuguesa no Alqueva
Lusa 24 de maio de 2013 às 16:15

"Se os portugueses não querem trabalhar e preferem estar no subsídio de desemprego, há imigrantes que trabalham, alegremente, na agricultura e esse é um factor positivo", afirmou o presidente do BES durante um debate sobre o potencial agrícola do Alqueva.

 

Ricardo Salgado desdramatizou a falta de trabalhadores portugueses nos campos alentejanos, dizendo que questionou alguns agricultores andaluzes sobre as dificuldades em encontrar mão-de-obra em Portugal, tendo estes respondido ter um bom entendimento com os ucranianos, apesar das dificuldades linguísticas.

 

Já o presidente da EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva), João Basto, admitiu que esta poderá ser "uma questão limitante", embora tenha deixado a garantia de que nenhum projecto deixou de ser concretizado por falta de trabalhadores, já que há mão-de-obra estrangeira disponível.

 

"Os investidores, quando não têm mão-de-obra, recorrem a agências de recrutamento, onde há disponibilidade e vontade de trabalhar", adiantou João Bastos, apontando como exemplos os ucranianos e os tailandeses.

 

O mesmo responsável considerou que "não faz sentido" num país com elevados números de desemprego, que exista este desencontro entre a oferta e a procura, mas não avançou qualquer explicação para este facto.

 

João Basto disse também que a EDIA está a trabalhar com os agricultores, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e o Núcleo Empresarial de Beja "para tentar mobilizar estas pessoas para uma vida activa" e mudar a ideia que trabalhar na agricultura não é bom".

 

Já o presidente do AICEP, Pedro Reis, afirmou "num país com 18% de desemprego era um absurdo que algo claudicasse por falta de mão-de-obra", assumindo que tem "alguma dificuldade" em perceber a razão de ser desta lacuna.




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