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Presidente do CES: "Temos de estar gratos ao BE e ao PCP"

Depois de Marcelo, também Correia de Campos sai a terreiro para elogiar o BE e o PCP por refrearem o populismo de esquerda. Em entrevista à Antena 1, o novo presidente do CES coloca o acordo para o salário mínimo nas mãos do Presidente.

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Negócios 24 de Novembro de 2016 às 10:23
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Correia de Campos, que hoje preside à sua primeira reunião da concertação social, considera que o país ainda não se apercebeu da importância de o BE e o PCP se ter associado ao Governo na solução governativa.

Numa entrevista concedida à Antena 1, o novo presidente do Conselho Económico e Social (CES) diz que "temos de estar gratos ao BE e ao PCP porque eles foram grandes moderadores na contenção do populismo à esquerda". "Acho que o país ainda não se deu bem conta de que esse papel foi bem desempenhado".

Com a expansão das mensagens populistas à direita e à esquerda, o ex-ministro da Saúde do PS antecipa agora "uma tendência de os partidos sociais democratas agora recuperarem a lista dos valores da sua ideologia inicial", e isso será "uma tendência natural que se vai verificar não apenas aqui mas noutros países".

Numa altura em que se mantém o braço-de-ferro em torno do aumento do salário mínimo nacional para os 557 euros em 2017, Correia de Campos diz ainda que tudo fará para conseguir consensos. Mas, acrescenta, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa é essencial para que tal aconteça

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