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Presidente do Banco Mundial planeia retirar-se em 2005

O presidente do Banco Mundial durante a última década, James Wolfensohn, vai retirar-se dessas funções durante este ano, confirmou o próprio à cadeia de televisão norte-americana ABC.

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 03 de Janeiro de 2005 às 16:31
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O presidente do Banco Mundial durante a última década, James Wolfensohn, vai retirar-se dessas funções durante este ano, confirmou o próprio à cadeia de televisão norte-americana ABC.

De acordo com vários órgãos de comunicação da Austrália, de onde James Wolfensohn é originário, o presidente do Banco Mundial considera que está na altura de reformar-se da instituição supranacional. «Estive 10 anos [à frende do Banco Mundial] e acho que provavelmente é o suficiente».

James Wolfensohn cumpre o seu segundo mandato de cinco anos, cuja vigência termina em Junho próximo.

«Caso haja necessidade, farei o que os accionistas desejarem», acrescentou o presidente do Banco Mundial, deixando entender que a sua decisão não é irrevogável. No entanto, acrescentou: «provavelmente irei entregar [as funções de presidente] a outra pessoa».

James Wolfensohn, que detém cidadania norte-americana, fez a sua carreira na banca privada de Wall Street, onde detém uma casa de investimento, a James D Wolfensohn.

De acordo com os jornais australianos, o actual presidente do Banco Mundial – cujos accionistas são os seus Estados-membros – não é o preferido do líder dos EUA, George W. Bush, para continuar à frente da instituição.

Por acordo tácito entre os dois lados do Atlântico, o presidente do Banco Mundial é normalmente um norte-americano ou escolhido pela administração da maior economia mundial, enquanto o líder do Fundo Monetário Europeu por norma é um europeu – tradição que aliás se repetiu no ano passado, quando Horst Koehler deu lugar a Rodrigo Rato à frente desta última instituição.

Sob a liderança de James Wolfensohn, o Banco Mundial aumentou a luta contra a corrupção, incluindo a interna, e impulsionou uma iniciativa global de redução da dívida de países pobres. A iniciativa – «World Bank and International Monetary Fund"s Heavily Indebted Poor Countries Initiative» – foi o primeiro programa de redução da dívida que igualmente enfatizava a necessidade de aplicar fundos em projectos sociais.

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