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Presidente do Eurogrupo diz que não tem razões para "questionar esforços" do Governo

O presidente do Eurogrupo disse esta quinta-feira que mantém a confiança no Governo português e que não tem razões para "questionar os esforços" do Executivo para alcançar os compromissos que assumiu, seja quanto às reformas seja na consolidação orçamental.

Ints Kalnins/Reuters
Lusa 06 de Novembro de 2014 às 21:27
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"Não tenho razões para questionar os esforços e compromissos [do Governo] sobre futuras reformas e sobre a consolidação orçamental", afirmou Jeroen Dijsselbloem, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião dos ministros das Finanças da zona euro, em Bruxelas.

 

O responsável tinha sido questionado sobre se mantinha a confiança no Governo português depois de, na quarta-feira, após a conclusão da primeira monitorização pós-programa realizada desde a conclusão do programa de ajustamento, a 'troika' ter colocado em causa a proposta de Orçamento do Estado para 2015 - espera menos crescimento e mais défice do que o Governo -, ter alertado para "uma pausa" no esforço de consolidação orçamental e considerado que Portugal "não cumpriu" os compromissos assumidos.

 

Em específico, por sua vez, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu lamentaram que "o empenho nas reformas estruturais tenha abrandado".

 

Dijsselbloem disse que hoje falou com a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, e sublinhou que esta tem o seu "apoio total": "Sim, ainda estou confiante no Governo português e no trabalho que está a fazer", afirmou o também ministro das Finanças da Holanda, na resposta em que fez questão de sublinhar as "medidas duras" que Portugal tomou.

 

O presidente do Eurogrupo falou em conferência de imprensa no final da reunião dos ministros das Finanças da zona euro, que decorreu hoje em Bruxelas, e que abordou as questões relacionadas com as propostas orçamentais dos países para 2015 e, sobretudo, a questão do resgate à Grécia.

 

Portugal esteve representado na reunião de hoje do Eurogrupo pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que optou por não prestar declarações aos jornalistas.

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