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Presidente italiano diz que “já chega de austeridade”

Giorgio Napolitano acredita que “as eleições europeias serão o momento da verdade” porque, defende, “são evidentes as razões para o descontentamento [dos cidadãos] em relação à deterioração das [suas] condições de vida”.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 04 de Fevereiro de 2014 às 13:24
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O Presidente da República italiano, Giorgio Napolitano, falou, em Estrasburgo, perante os eurodeputados para voltar a defender que “já chega de austeridade”. Napolitano tem, por diversas vezes, defendido que a austeridade não deve “ser um fim em si mesmo”, posição que mantém de algum tempo a esta parte, mesmo antes de no último ano ter sido reconduzido no cargo que desempenha desde 2006.

 

O Presidente transalpino considera que “as eleições europeias serão o momento da verdade”, e acredita que será o momento para os cidadãos europeus mostrarem que “são evidentes as razões para o descontentamento em relação à deterioração das [suas] condições de vida”. Em pleno Parlamento Europeu, referiu que “nunca, como hoje, foi colocado em causa o caminho prosseguido pela Europa”, de acordo com a citação do periódico italiano “Corriere della Sera”.

 

Para Napolitano “a desconfiança” perante a União Europeia reside, cada vez mais, na manutenção “de uma política de austeridade a todo o custo que já não é sustentável”. Durante o discurso, sempre ladeado pelo presidente do Parlamento Europeu, o alemão Martin Schulz, o antigo dirigente do Partido Comunista Italiano colocou em perspectiva, em termos históricos, a crise europeia iniciada, em 2008, com a crise financeira espoletada pela falência do banco norte-americano Lehman Brothers: “Nos últimos sete anos, a União Europeia teve pela frente um dos desafios mais difíceis da sua história”, porque aquilo que antes se tratava de “crises políticas dos estados-membros”, desenvolveu-se “depois de 2008 para crises estruturais que influem sobre a base do consenso dos cidadãos relativamente à União Europeia”.

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