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Primeiro-ministro do Nepal apela à união para responder ao "grande desastre" causado pelo sismo

O primeiro-ministro do Nepal, Sushil Koirala, pediu este domingo unidade aos seus compatriotas para enfrentarem o "grande desastre" causado pelo sismo de magnitude 7,9 na escala de Richter que atingiu o país, no sábado.

Reuters
Lusa 26 de Abril de 2015 às 18:07
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"Este é um grande desastre, devemos estar unidos para responder", disse Koirala, numa declaração à imprensa depois de chegar ao país, proveniente da Indonésia, onde assistiu à comemoração do 60º aniversário da Conferência de Bandung.

 

Koirala quer que a situação difícil que se vive no país seja conduzida de "maneira construtiva", para não se gerar o "pânico" entre a população e, assim, poder organizar melhor a ajuda humanitária.

 

O primeiro-ministro sublinhou a ajuda oferecida pelos Estados Unidos, China, a União Europeia, a Rússia, a Índia, Paquistão e outros países, agradecendo o apoio da comunidade internacional.

 

O Centro Nacional de Operações de Emergência local referiu este domingo, 26 de Abril, que o número de mortos chega aos 1.905, ainda que os meios de comunicação, baseados em fontes da polícia, indiquem que o balanço dos mortos passe dos 2.100 no Nepal.

 

De acordo com fontes locais, 2.152 pessoas morreram no Nepal, 57 na Índia, 17 na China e um no Bangladesh, além dos milhares de feridos, devido ao terramoto de sábado.

 

Os socorristas continuam a escavar os escombros na capital, Katmandu, que foi devastada pelo sismo, inclusive os principais monumentos e edifícios históricos.

 

Os moradores estão aterrorizados e muitos foram forçados a acampar à noite na capital, pois vários edifícios e casas foram reduzidos a escombros.

 

Hoje, a região foi novamente atingida por um terramoto de magnitude 6,7 na escala de Richter, o que veio a agravar a situação depois deste desastre natural, que é já considerado o pior do país nos últimos 80 anos.

 

A directora do escritório da agência francesa AFP no Nepal, Ammu Kannampilly, estava a fazer reportagens no campo base do Monte Everest, a 5.500 metros de altitude, quando aconteceu o terramoto no sábado, mas saiu ilesa.

 

A AFP referiu que as avalanches causadas pelo sismo acabaram por matar 18 montanhistas e deixaram cerca de 60 feridos.

 

Ammu Kannampilly afirmou que seis helicópteros conseguiram chegar ao campo base hoje, após as condições meteorológicas terem melhorado durante a noite.

 

Estimativas divulgadas hoje pela ONU indicam que o sismo afectou cerca de 6,6 milhões de pessoas em 30 distritos do Nepal. 

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