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Primeiro-ministro espanhol recorda Manuel Fraga com exemplo para ultrapassar a crise actual

Manuel Fraga, fundador do Partido Popular (PP) espanhol e um dos pais da Constituição do país, faleceu na noite de domingo, na sua casa em Madrid, na sequência de um agravamento de uma crise respiratória que começou no início do ano.

Lusa 16 de Janeiro de 2012 às 09:15
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O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, destacou hoje a figura do fundador do partido, Manuel Fraga, que morreu no domingo, aos 89 anos, em Madrid como um exemplo para superar uma crise económica como a actual.

Num artigo publicado hoje em vários jornais espanhóis Rajoy lamenta a morte de Fraga, destacando a defesa que o ex-presidente do Governo regional da Galiza sempre fez da política, da reforma e das instituições para resolver os problemas da cidadania.

"A lição de que muito se pode conseguir" quando "se trabalha a sério e com a seriedade normal de uma pessoa decente", escreve.

Para o líder do Governo espanhol, se a história de Espanha nas últimas décadas é um "relato magno de liberdade e prosperidade, foi em muito boa parte devido à responsabilidade que mostrou e que mostraram homens" como Fraga.

Rajoy considera que a história será generosa com Fraga, um homem como uma vida "rica" e "complexa" que "sobe fazer o necessário" em momentos chave da história de Espanha.

Destaca ainda que o presidente fundador do PP foi "um servidor do Estado", com reconhecida intervenção como político, intelectual, catedrático e ministro, que "optou por ser reformista quando ser reformista podia ser um extremo negativo para as suas legitimas expectativas pessoais".

Manuel Fraga, fundador do Partido Popular (PP) espanhol e um dos pais da Constituição do país, faleceu na noite de domingo, na sua casa em Madrid, na sequência de um agravamento de uma crise respiratória que começou no início do ano.

Fontes da família confirmaram que Fraga, de 89 anos, morreu hoje à noite (hora local) no seu domicílio, em Madrid, vítima de uma paragem cardíaca. A saúde de Fraga deteriorava-se desde o início do ano, quando começou a sentir uma forte tosse, uma situação que se agravou até levar ao problema respiratório que começou a materializar-se no final da semana passada.

Fontes familiares confirmaram que Fraga será sepultado na terça-feira na localidade de Perbes, na província galega da Corunha, cumprindo assim um desejo expresso várias vezes por Fraga.

O corpo será velado na sua casa em Madrid, por desejo da família, apesar de o Congresso, o Senado e a Junta da Galiza terem disponibilizado instalações oficiais para que o corpo ficasse em câmara ardente.
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