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Primeiro-ministro leva do Japão "enorme vontade" de desenvolver potencial económico e político

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje levar do Japão a "impressão muito forte" do "enorme respeito" daquele país por Portugal e uma "enorme vontade de desenvolver" as potencialidades de relacionamento ao nível económico, comercial e político.

Lusa 28 de Março de 2015 às 14:31
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"Levo uma impressão muito forte de que o Japão tem um enorme respeito por Portugal e uma enorme vontade de desenvolver o potencial que existe, seja ao nível económico, seja ao nível comercial, seja ao nível político", afirmou Passos Coelho aos jornalistas.

 

Falando na residência do embaixador de Portugal em Tóquio, onde teve um encontro com a comunidade portuguesa residente no Japão, o primeiro-ministro disse aos jornalistas que o encontro que teve com o imperador Akihito, na sexta-feira, foi "muito, muito positivo".

 

"Foi um encontro carregado de simbolismo, porque o imperador tem estado com alguns problemas de saúde e tem restringido bastante as suas audiências e, realmente, foram muito poucos os chefes de Estado ou de Governo que recebeu. Realmente, é uma grande honra para Portugal", afirmou.

Passos Coelho contou que o imperador "demonstrou um conhecimento muito curioso sobre a realidade portuguesa e até sobre a realidade política portuguesa" e perguntou por ex-Presidentes da República portugueses.

 

O primeiro-ministro considerou que, com esta visita de três dias ao Japão, Portugal conseguiu "beneficiar da visita histórica que o primeiro-ministro Abe realizou no ano passado a Portugal", na primeira ocasião que um chefe de Governo nipónico visitou o país.

 

Contudo, a "proximidade política muito grande" entre "duas nações que têm um contacto tão antigo", afirmou, "teria sido útil a Portugal ter sido procurada mais cedo".

Antecipando a sua visita, houve um "intercâmbio ao nível ministerial" que contribuirá para a produção de resultados, que, assinalou, "serão visíveis, seja na área cultural, seja na área mais comercial, seja na área económica e política".

 

Questionado sobre se os processos de privatização na CP Carga e EMEF também serão afetados pela visita, Passos Coelho disse que "não especificamente", embora o Governo encare "com muita naturalidade que possam existir empresas japonesas interessadas nesses processos".

Uma posição semelhante tinha sido transmitida aos jornalistas pelo ministro da Economia, António Pires de Lima, na sexta-feira.

 

"O que posso garantir é que há um interesse muito grande das empresas japonesas em olhar mais para fora. Sente-se que o Japão vive uma recuperação da sua economia, e que foram acumulados excedentes dentro das empresas japonesas que hoje podem ser importantes para o seu investimento externo", sustentou.

 

"É muito importante que possam olhar para o mercado português, desde logo porque é um mercado que conhecem melhor e, em alguns domínios, as empresas portuguesas beneficiaram de uma parceria antiga com o Japão, foram das primeiras ao nível europeu a ter parcerias com empresas japonesas", frisou.

 

O primeiro-ministro sublinhou que, por outro lado, Portugal "não é um mercado que é olhado hoje pelos japoneses apenas como uma porta de entrada para o mercado europeu, é também visto como uma plataforma giratória de investimento para mercados em África e na América Latina".

 

"É um processo que os governos acompanham, que incentivam mas que não lideram", afirmou, sublinhando que reuniões e protocolos como os efectuados durante esta visita com a agência portuguesa para o investimento AICEP e a JETRO, a sua congénere japonesa, podem "ser decisivos" para a realização de "novas parcerias".

 

Acompanharam o primeiro-ministro na viagem, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, o ministro da Economia, António Pires de Lima, o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, e o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade.

A visita de Passos Coelho foi a primeira em 25 anos de um chefe de Governo português ao Japão, realizando-se em resposta ao convite feito pelo primeiro-ministro japonês, em Lisboa, no ano passado.

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