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Primeiro vice-presidente do PSD diz que o mais difícil da crise já passou

O primeiro vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, disse hoje na Trofa que os resultados obtidos pelo Governo mostram que, para Portugal, "o mais difícil passou, como nos tem dito o primeiro-ministro".

Lusa 24 de Março de 2013 às 13:07
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"A capacidade para reduzirmos a despesa pública, como tem sido realizado, é a maior garantia que temos de que o mais depressa possível poderemos regressar a níveis de fiscalidade que estejam em linha com aquilo que a economia e justiça social deve admitir", exemplificou o dirigente social-democrata.

Moreira da Silva afirmou ainda que "Portugal conseguiu equilibrar as suas contas externas e isso é algo que não acontecia desde o pós-guerra, isto apesar dos grandes sacríficos que foram solicitados aos portugueses".

 

"Estes resultados permitem demonstrar que esta jornada, sendo difícil, tem valido a pena e que está mais próxima do fim do que do seu início. O mais difícil passou, como nos tem dito o primeiro-ministro", completou.

 

O dirigente falava na sessão de apresentação do candidato da coligação PSD-CDS/PP à Câmara local, Sérgio Humberto, um professor do ensino secundário de 37 anos.

 

A cerimónia contou ainda com a presença do vice-presidente do CDS e deputado europeu Nuno Melo.

 

Entre muitas cíticas ao PS, que responsabilizou pela crise que o país vive, Moreira da Silva defendeu que o país não pode "deitar pela janela os resultados" alcançados com os "sacrifícios dos portugueses durante estes dois anos".

O vice-presidente do PSD argumentou que o país encontra-se "numa fase de transição e aproxima-se a fase do crescimento sustentável e das reformas que vão para lá de junho de 2014 e que devem ser desenhadas já".

 

Mas, para Moreira da Silva, "as cigarras parecem estar de volta para tirar partido do trabalho das formigas que tratam de resgatar Portugal de uma situação de bancarrota e de encontrar um horizonte de esperança".

 

O dirigente disse que o PSD não faz política a "olhar para trás", tendo, porém, acrescentado que, "há dois anos, Portugal encontrava-se numa situação de pré-falência".

 

Moreira da Silva disse que o Governo conseguiu mais tempo para cumprir o défice e para pagar a sua dívida, importando agora, frisou, "perceber se todos estão à altura destas responsabilidades e não deixou de ser sintomático registar a reacção do PS a este tempo"

 

O dirigente disse que "o PS não tem estado à altura das suas responsabilidades", que rompeu com o "memorando de entendimento que desenhou".

 

"Parece não haver limites para a desfaçatez", avaliou.

 

"O PS anuncia uma moção de censura contra a 'troika' e contra o Governo, mas de forma muito diligente escreve uma cartinha aos embaixadores das União Europeia e dos Estados Unidos e à 'troika' dizendo 'isto é contra a 'troika', mas se nós viermos para o Governo não vamos alterar o memorando de entendimento'", continuou Moreira da Silva.

 

O vice-presidente social-democrata prosseguiu referindo que "o PS anuncia uma moção de censura contra o Governo e de repente precisa de tempo para escrever a moção de censura".

 

"Espero que a forma como os cidadãos estão a reagir, com perplexidade, a este exercício ziguezagueante leve o líder do PS a respirar fundo e a pensar de que forma pode voltar a estar à altura das suas responsabilidades", completou.

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