Impostos Primo de Bashar Al-Assad com ligações à Mossack Fonseca

Primo de Bashar Al-Assad com ligações à Mossack Fonseca

A firma de advogados do Panamá ignorou o facto de Rami Makhlouf estar na chamada "lista negra" dos Estados Unidos e manteve relações com o primo do líder do regime sírio até 2011.
Primo de Bashar Al-Assad com ligações à Mossack Fonseca
Reuters
Negócios 05 de abril de 2016 às 10:45

A rede da Mossack Fonseca continua a ser desvendada. Segundo o The Guardian, os documentos revelam uma ligação entre a firma de advogados do Panamá e Rami Makhlouf, primo do presidente sírio Bashar al-Assad, que foi descrito em telegramas norte-americanos como o rosto da corrupção no país.

Washington sancionou Makhlouf em Fevereiro de 2008 por ajudar e beneficiar indevidamente da corrupção pública das autoridades do regime sírio. Também o seu irmão, Hafez Makhlouf, foi incluído na chamada "lista negra" da Casa Branca em 2007.

Os documentos revelam, contudo, que a Mossack Fonseca continuou a trabalhar com os Makhlouf. Em Janeiro de 2011, a firma ignorou inclusive uma recomendação da sua equipa de compliance para cortar laços com a família, numa altura em que a crise na Síria começava a subir de tom.

Um membro do departamento de compliance escreveu: "Acredito que, se um indivíduo se encontra numa lista de sanções, isso é um aviso sério e devemos fazer todos os esforços para nos dissociarmos dele", cita o The Guardian.

Ainda que a Mossack Fonseca não estivesse legalmente obrigada a respeitar as sanções dos EUA, tinha a obrigação de reagir às medidas da UE impostas em Maio de 2011 e estendidas às Ilhas Virgens Britânicas, em Junho daquele ano. Mas só em Setembro de 2011, a Mossack concordou em cortar ligações com os negócios dos Makhlouf.

Os documentos mostram como a Mossack Fonseca, o HSBC e funcionários britânicos ajudaram os Makhlouf, família que detinha activos avaliados em 5 mil milhões de dólares antes da guerra, com controlo de quase 60% da economia síria.

O império da família Makhlouf incluía negócios no retalho, banca e na maior operadora de comunicações móveis da Síria, a Syriatel. As empresas estavam registadas nas Ilhas Virgens Britânicas, e por isso não sujeitas a sanções dos Estados Unidos. 




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