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Prodi afirma Europa a duas velocidades é «inevitável»

Uma Europa a duas velocidades poderá ser «inevitável» se os líderes da União Europeia não forjarem em 2004 um acordo sobre a Constituição da região, que este ano passa a contar com mais 10 membros, defendeu o presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi.

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 02 de Janeiro de 2004 às 10:35
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Uma Europa a duas velocidades poderá ser «inevitável» se os líderes da União Europeia não forjarem em 2004 um acordo sobre a Constituição da região, que este ano passa a contar com mais 10 membros, defendeu o presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi.

Em entrevista ao jornal italiano «La Republica», hoje publicado, Romano Prodi afirma que «é claro que se a situação não for desbloqueada em 2004 então alguns [países] poderão, e se calhar deverão, tomar a iniciativa e prosseguir em frente».

Para o presidente da Comissão, os Estados que podem vir a tomar a dianteira da Europa «podem ser membros fundadores» da UE, mas também, e esta situação é «mais provável e desejável», poderá ser «um grupo misto de antigos e novos Estados que partilhem a mesma visão da Europa».

«O comboio da União pode não andar sempre à velocidade da carruagem mais lenta. Aliás, tenho a impressão que alguns vagões não querem andar ou querem mesmo voltar para trás», acrescentou o presidente da Comissão.

Os líderes da União Europeia ainda não chegaram a um consenso sobre o projecto de Constituição da União Europeia, apresentada por um grupo de trabalho criado para esse efeito específico, liderado pelo antigo presidente da república francesa, Valery Giscard d’Estaing.

O desacordo centra-se essencialmente na questão do peso da representatividade de cada Estado no seio da União, com a Alemanha, França, Itália e Reino Unido a apoiar o esboço da constituição, mas a Espanha e a Polónia – que a partir de Maio deste ano entrará na UE com mais nove Estados decorrentes da desagregação do antigo Bloco de Leste soviético – defendem o actual sistema de votos.

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