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Prodi diz que valorização do euro dificulta recuperação económica da Zona Euro

Romano Prodi afirmou hoje que a valorização do euro, que já transacciona acima dos 1,24 dólares, está a dificultar a recuperação económica da Zona Euro. «Não desejo ver uma apreciação do euro», afirmou o presidente da Comissão Europeia.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 18 de Dezembro de 2003 às 09:13
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Romano Prodi afirmou hoje que a valorização do euro, que já transacciona acima dos 1,24 dólares, está a dificultar a recuperação económica da Zona Euro. «Não desejo ver uma apreciação do euro», afirmou o presidente da Comissão Europeia.

O euro fixou hoje um novo máximo histórico nos 1,2424 dólares e transaccionava agora nos 1,2413 dólares. Este ano a moeda única acumula uma valorização superior a 16%.

«Não tenho nenhum desejo em assistir à valorização do euro, pois penso que já temos algumas dificuldades» na economia da Zona Euro, afirmou Prodi numa entrevista à Bloomberg.

O presidente da Comissão Europeia considera que o euro mais caro representa «dificuldades acrescidas à velocidade da recuperação» económica.

O produto interno bruto da Zona Euro cresceu 0,4% no terceiro trimestre, com as exportações a impulsionarem a economia europeia apesar de a valorização da moeda única tornar os produtos europeus menos competitivos no estrangeiro.

A posição da Comissão Europeia contrasta com a opinião expressada recentemente pelo Banco Central Europeu, que parece não estar muito preocupado com a escalada da moeda única.

Segundo noticiou ontem a Market News, a autoridade monetária só vai intervir no mercado, vendendo euros, quando a moeda única superar os 1,35 dólares.

Também o banco central dos Estados Unidos, a Reserva Federal, parece não estar preocupada com este facto, pois a queda do dólar ajuda a impulsionar a economia, elevando a actividade das empresas exportadoras.

Prodi concordou também que o BCE não intervenha no mercado cambial, pois «isso não deve ser feito num mercado financeiro civilizado. O presidente da Comissão Europeia considera que a autoridade monetária pode ajudar a economia baixando ainda mais as taxas de juro, que estão em 2%.

Os denominados défices gémeos – orçamental e de conta corrente –, que estão em valores elevados nos Estados Unidos, são apontados pelos economistas como a principal justificação para a queda do dólar.

Os economistas estão a rever as suas estimativas para a taxa de câmbio do euro face ao dólar. O Barclays estima que a moeda única vai valer 1,30 dólares dentro de três meses, enquanto a Goldman Sachs estima que esse valor seja obtido dentro de seis meses.

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