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Produção industrial alemã cai 0,1% em Janeiro

A produção industrial alemã caiu 0,1% em Janeiro, prejudicada por um declínio de 7,4% no sector da construção.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 09 de Março de 2004 às 12:53
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A produção industrial alemã caiu 0,1% em Janeiro, prejudicada por um declínio de 7,4% no sector da construção. Este foi o quarto anúncio, das últimas duas semanas, a indiciar que a maior economia europeia está a ter dificuldades a acelerar o seu ritmo de crescimento.

A produção nas fábricas, construção, «utilities» e minas, caiu 0,1%, em Janeiro face a Dezembro, mês em que tinha crescido o mesmo valor, disse hoje o Ministério para a Economia e Trabalho, em Berlim, citado pela Bloomberg.

Esta queda correspondeu às estimativas dos economistas consultados pela agência noticiosa.

O declínio na produção foi sobretudo liderado pela queda de 7,4% no sector da construção – com o Ministério da Economia e do Trabalho a culpar, em parte, as baixas temperaturas que se fizeram sentir – e por uma descida de 3% na produção de energia.

A produção de bens duradoiros, tais como máquinas de lavar e televisões caiu 1,5% relativamente a Dezembro, enquanto as empresas produziram 1,5% mais bens, como máquinas para fábricas.

A valorização do euro face ao dólar – desde o início do ano passado – prejudicou o crescimento das exportações, e as preocupações com a perda de emprego está a fazer com que o consumo diminua.

A taxa de desemprego alemã cresceu para 10,3%, no mês passado, contra 10,2% em Janeiro, uma vez que os executivos estão à espera de evidências de recuperação económica, antes de contratarem novos trabalhadores.

O chanceler Gerhard Schroeder, e o ministro do Trabalho e Economia Wolfgang Clement, já se mostraram preocupados com o facto da recuperação económica alemã poder estancar devido à valorização do euro face ao dólar.

A confiança dos empresários caiu pela primeira vez em dez meses, em Fevereiro e as encomendas ás fábricas caíram em Janeiro.

Schroeder apelou, a semana passada, ao Banco Central Europeu (BCE) para reduzir as taxas de juros de forma a deter a apreciação da moeda única europeia, mas foi, no entanto, ignorado, uma vez que o BCE manteve a taxa de referência nos 2%, o dobro da praticada pelos Estados Unidos da América.

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