Economia Propostas para pôr fim ao "shutdown" dos EUA chumbadas no Senado

Propostas para pôr fim ao "shutdown" dos EUA chumbadas no Senado

Os senadores norte-americanos votaram hoje duas propostas para tentar pôr um fim ao "shutdown" do governo, mas nenhuma passou. O que agrava as perspectivas para a economia do país.
Propostas para pôr fim ao "shutdown" dos EUA chumbadas no Senado
Bloomberg
Carla Pedro 24 de janeiro de 2019 às 20:55

Os serviços públicos federais dos Estados Unidos estão parcialmente paralisados desde 22 de dezembro – ou seja, há 34 dias, naquele que é o mais longo "shutdown" de sempre no país.

 

Hoje foram votadas duas propostas no Senado, na tentativa de se desbloquear esta situação e de os serviços governamentais reabrirem – já que a paralisação, apesar de parcial, está a afectar cerca de 800.000 trabalhadores federais que estão sem receber salário.

Os senadores norte-americanos votaram duas propostas distintas que visavam colocar um ponto final na paralisação parcial dos serviços governamentais do país, mas, como se esperava, nenhuma passou.

 

Uma das propostas, apoiada pelo presidente Donald Trump, incluía a atribuição de um pacote de 5,7 mil milhões de dólares para o muro que o presidente quer construir ao longo da fronteira com o México (e era apoiada pelos republicanos).

 

A outra simplesmente prolongava o financiamento, até 8 de fevereiro, das agências governamentais que estão fechadas por falta de dinheiro (e era apoiada pelos democratas).

 

Mesmo que o Senado aprovasse uma das propostas e a Câmara dos Representantes (que recuperou a maioria democrata nas eleições intercalares de novembro passado e que tomou posse a 3 de janeiro deste ano) acabasse por fazer o mesmo, o problema é que Trump continua decidido a usar o seu poder de veto sobre qualquer lei de financiamento aprovada no Congresso que não contemple o dinheiro que pretende para o muro com o México.

Uma possibilidade que surgiu ontem entre os democratas foi a de dar a Trump a maior parte – ou mesmo a totalidade – do dinheiro que o presidente quer, mas que não pudesse ser usado na construção do muro. Ou seja, que contribuísse para reforçar a segurança na fronteira com o México, mas de outra forma: com a aposta em ferramentas tecnológicas, como drones e sensores, bem como com o destacamento de mais agentes da patrulha fronteiriça. Mas o chefe da Casa Branca quer fundos para construir o muro e uma vez mais fica-se num impasse.

 

Hoje, o secretário norte-americano do Comércio, Wilbur Ross, sugeriu que os funcionários do governo que estão sem receber (não receberam o cheque do salário no final de dezembro e amanhã irá acontecer o mesmo com o pagamento de janeiro) e que, pelas fracas poupanças, estão a ver-se aflitos, devem pedir empréstimos junto das instituições financeiras.

 

Esta sugestão de Ross, um investidor multimilionário, mereceu fortes críticas por parte de Nancy Pelosi, a líder democrata na Câmara dos Representantes, que perguntou se esse é o carácter que se quer construir na América.

 

Os efeitos negativos do "shutdown" têm-se sucedido diariamente, tendo ontem Trump anunciado que não irá proferir no dia 29 de janeiro o discurso do Estado da União.

 

Nancy Pelosi recusou-se, por questões de segurança, a permitir que Trump fizesse o discurso na Câmara dos Representantes, como é habitual, dizendo que o presidente só o deverá fazer quando o governo "reabrir".


(notícia actualizada às 21:24)




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