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Manifestantes da Frente Comum cantam "Grândola Vila Morena" às portas do Ministério das Finanças

Dezenas de manifestantes aproximaram-se do Ministério das Finanças depois de Ana Avoila ter apelado à contestação.

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Depois de uma breve reunião com o secretário de Estado da Administração Pública, a coordenadora da Frente Comum abandonou a reunião e apelou à contestação. “Não há nada para negociar”, disse Ana Avoila, aos jornalistas.

 

Por volta do meio-dia, os manifestantes que se encontravam do outro lado da estrada decidiram atravessar a rua e aproximar-se do Ministério das Finanças. A polícia fechou os portões da entrada onde se encontram alguns jornalistas. "25 de Abril sempre, fascismo nunca mais", gritaram.

 

Quinze minutos depois, cantaram a Grândola Vila Morena. Os dirigentes da Frente Comum entregaram no ministério das Finanças uma resolução na qual pedem a demissão do Governo.

 

Ana Avoila tinha saído da reunião a dizer que o Governo não mostra abertura para negociar.

 

“Estivemos lá dez minutos, mas estivemos para lhes dizer que não aceitamos que gente desta, que está a governar em ditadura, faça coisas destas aos sindicatos e aos trabalhadores da administração pública. O Governo quer fazer um conjunto de reuniões para depois ‘lixar’ os trabalhadores da administração pública”, afirmou a coordenadora da Frente Comum, aos jornalistas.

 

Ana Avoila apelou à mobilização dos trabalhadores e admitiu convocar greves e manifestações. Em cima da mesa está uma acção a nível nacional.

 

 

Fesap admite negociar mas antecipa desentendimentos

 

A Fesap, afecta à UGT, esteve reunida com o secretário de Estado antes da Frente Comum. Nobre dos Santos mostra-se empenhado em negociar, apesar de antecipar desentendimentos.

 

“Da parte do Governo o que conseguimos foi marcar um conjunto de reuniões a começar na próxima semana, uma reunião por semana para irmos discutindo matérias. Da nossa parte não há disponibilidade nenhuma para admitir e aceitar os despedimentos dos trabalhadores, nem sequer a possibilidade de estarmos a falar de despedimentos por mobilidade especial, aumentos de horário de trabalho, ou de outras situações que o Governo avançou”, afirmou o coordenador da Fesap.

 

"A posição da Fesap é a mesma de sempre: entra para negociar e só sai quando o Governo parar de negociar (…). O Governo continua a dizer que há abertura a negociação, mas hoje não foi possível saber o quê”, acrescentou.

 

O primeiro-ministro anunciou na semana passada que quer dispensar 30 mil funcionários através das recisões amigáveis e da mobilidade especial, que passa a ter uma duração máxima de 18 meses.

 

Passos Coelho anunciou ainda o aumento do horário de trabalho para as 40 horas, o aumento dos descontos para a ADSE ainda este ano e várias alterações ao regime de cálculo das pensões, que também vão afectar os funcionários públicos.

 

 

 

 

 

 

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