Mundo Próximos de Le Pen usam 'offshore' para tirar dinheiro de França

Próximos de Le Pen usam 'offshore' para tirar dinheiro de França

Figuras muito próximas da líder da Frente Nacional francesa terão montado um "sistema sofisticado" de utilização de praças 'offshore' para fazer sair dinheiro de França, avança hoje o jornal Le Monde, baseando-se no caso dos "Papéis do Panamá".
Próximos de Le Pen usam 'offshore' para tirar dinheiro de França
Reuters
Lusa 05 de abril de 2016 às 10:35

De acordo com o diário francês, elementos do "primeiro círculo de fiéis" de Marine Le Pen "puseram em prática um sistema 'offshore' sofisticado" para tirar dinheiro de França.

 

"O sistema, entre Hong Kong, Singapura, as Ilhas Virgens britânicas e o Panamá", foi "utilizado para fazer sair dinheiro de França, através de sociedades fictícias e de facturas falsas, com o objectivo de escapar aos meios franceses para evitar o branqueamento de capitais", adianta o jornal.

 

O Le Monde, com base no caso dos Papéis do Panamá (Panama Papers, em inglês) da empresa Mossack Fonseca, aponta o nome do contabilista e ex-conselheiro da FN Nicolas Crochet e do empresário Frederic Chatillon, chefe da empresa Riwal, que criou serviços de comunicação para os candidatos da Frente Nacional.

 

Quando estava iminente a divulgação do caso dos Papeis do Panamá, Chatillon disse na segunda-feira que iria colocar à disposição dos jornalistas os "documentos comprovativos da legalidade de todas as operações".

 

A Frente Nacional assegurou, entretanto, em comunicado, "não estar envolvida no caso 'Panama Papers'".

 

De acordo com o Le Monde, "em 2012, logo após a eleição presidencial, Frederic Chatillon combinou com Nicolas Crochet fazer sair 316.000 euros da Riwal e do território francês".

 

A maior investigação jornalística da história, divulgada na noite de domingo, envolve o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sigla inglesa), com sede em Washington, e destaca os nomes de 140 políticos de todo o mundo, entre eles 12 antigos e atuais líderes mundiais.

 

A investigação resulta de uma fuga de informação e juntou cerca de 11,5 milhões de documentos ligados a quase quatro décadas de actividade da empresa panamiana Mossack Fonseca, especializada na gestão de capitais e de património, com informações sobre mais de 214 mil empresas "offshore" em mais de 200 países e territórios.

 

A partir dos Papéis do Panamá (Panama Papers, em inglês) como já são conhecidos, a investigação refere que milhares de empresas foram criadas em "offshores" e paraísos fiscais para centenas de pessoas administrarem o seu património, entre eles rei da Arábia Saudita, elementos próximos do Presidente russo Vladimir Putin, o presidente da UEFA, Michel Platini, e a irmã do rei Juan Carlos e tia do rei Felipe VI de Espanha, Pilar de Borbón.

 

O semanário Expresso e o canal de televisão TVI estão a participar nesta investigação em Portugal.

 




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