Política PS considera pouco credíveis e "incompreensíveis" previsões do Banco de Portugal

PS considera pouco credíveis e "incompreensíveis" previsões do Banco de Portugal

O PS considerou esta terça-feira "pouco credíveis" as previsões do Banco de Portugal sobre o crescimento em 2014 e "incompreensíveis" as estimativas para este ano, já que as exportações teriam de registar uma aceleração acentuada no último trimestre.
PS considera pouco credíveis e "incompreensíveis" previsões do Banco de Portugal
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 10 de dezembro de 2013 às 18:32

Esta posição de cepticismo foi manifestada pelo deputado socialista João Galamba, reagindo às previsões do Boletim Económico de Inverno do Banco de Portugal, que voltou a melhorar as estimativas económicas para este ano, esperando agora uma recessão de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), acima das perspectivas do Governo, que calcula uma contracção de 1,8%.

 

Para 2014, o Banco de Portugal espera que Portugal regresse a terreno positivo, antecipando um crescimento de 0,8% - uma previsão que coincide com a do Governo e com a da troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu).

 

"O PS entende que as previsões para o próximo ano não são muito credíveis, nomeadamente em relação à questão do crescimento do consumo privado, quando o país tem um Orçamento para 2014 com um reforço muito significativo da austeridade. Neste contexto, não entendemos como é possível o consumo privado recuperar no próximo ano", começou por apontar João Galamba.

 

Em relação às previsões para este ano, o deputado do PS disse que "incompreensivelmente o Banco de Portugal melhora-as".

 

"Parece que o Banco de Portugal não teve em conta os últimos dados sobre as exportações. Para que as exportações cresçam aquilo que o Banco de Portugal estima, terão de possuir o maior crescimento trimestral desde 2006, cerca de oito por cento, o que no contexto actual é muito difícil chegar a esse resultado. Por outro lado, é interessante verificar que a melhoria da actividade económica este ano deve-se exactamente a razões contrárias à política do Governo", advogou João Galamba.

 

De acordo com o deputado do PS, o Governo apostou no "esmagamento da procura interna, que seria compensado pela procura externa".

 

"Acontece que a melhoria dos resultados económicos em 2013 deve-se a exclusivamente a uma procura interna melhor do que o esperado", sustentou, numa alusão à decisão de inconstitucionalidade do Tribunal Constitucional em relação a medidas constantes no Orçamento para 2013.




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