Economia PS e Costa saem com "ferimentos ligeiros" do primeiro "choque" com prisão de Sócrates

PS e Costa saem com "ferimentos ligeiros" do primeiro "choque" com prisão de Sócrates

É a primeira sondagem publicada que integra já os efeitos da prisão de José Sócrates. E segundo a Aximage, o impacto no PS é para já diminuto. Quanto à imagem de António Costa, os dados parecem ser contraditórios.
PS e Costa saem com "ferimentos ligeiros" do primeiro "choque" com prisão de Sócrates
Miguel Baltazar/Negócios
Manuel Esteves 05 de dezembro de 2014 às 18:31

Foi um dos primeiros prognósticos, e dos mais partilhados, logo que se soube do detenção de José Sócrates: era um terramoto para o Partido Socialista, recém conquistado por António Costa, eleito secretário-geral quase em simultâneo.

 

O primeiro estudo de opinião publicado depois da detenção do primeiro-ministro projecta agora alguma luz sobre o seu impacto eleitoral: segundo o barómetro mensal da Aximage, cujo trabalho de campo foi efectuado entre 1 e 4 de Dezembro, a intenção de voto no PS cai ligeiramente de 38,5% para 37,4%. Porém, esta descida de 1,1 pontos percentuais é inferior à registada no mês anterior, de 1,7 pontos. Por outro lado, o PSD e o CDS não parecem beneficiar do caso pois as intenções de voto mantêm-se praticamente inalteradas.

 

Quanto ao efeito deste caso judicial na imagem de António Costa, os dados da Aximage são menos claros. Se, por um lado, a confiança do eleitorado em António Costa enquanto eventual primeiro-ministro cai de forma expressiva, por outro lado, a avaliação que lhe é feita enquanto líder partidário não só não cai, como até sobe ligeiramente (0,2 pontos).

 

Já a imagem de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas melhora neste período, reforçando a tendência que vinha do mês anterior. Num intervalo de zero a 20, o eleitorado dá um 7 a Passos Coelho, o que compara com 5,8 no mês anterior. Paulo Portas, vice-primeiro-ministro e líder do CDS, passa de 6,3 para 7,2 valores. Ainda assim, continuam a ser os dois líderes partidários mais impopulares no barómetro da Aximage, com quase metade da nota que é dada ao líder do PS.

 

Marinho Pinto e Livre ganham força

 

Quem ganhou terreno no último mês foi o partido de Marinho Pinto (PDR) e o Livre, partidos novos que poderão ter beneficiado do descontentamento com o sistema político e partidos tradicionais. As intenções de voto no PDR duplicaram para 4,1%, ao passo que o Livre viu os "seus votos" subirem de 2,1% para 2,9%.

 

A subida destes dois partidos coincide com a descida acentuada do peso da abstenção. A percentagem de portugueses que tencionam abster-se nas legislativas caiu quatro pontos para 32,4%, o que indicia que estes partidos terão atraído sobretudo eleitorado descontente, que já não escolhia nenhum dos restantes partidos. 

 

 
Ficha técnica

FICHA TÉCNICA

 

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

 

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 607 entrevistas efectivas: 279 a homens e 328 a mulheres; 105 no Interior Centro Norte, 156 no Litoral Centro Norte, 103 no Sul e Ilhas, 172 em Lisboa e Setúbal e 71 no Grande Porto; 158 em aldeias, 204 em vilas e 245 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

 

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 1 a 4 de Dezembro de 2014, com uma taxa de resposta de 80,7%.

 

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 607 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).

 

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.




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