Eleições PS "está em condições de assegurar que governará com estabilidade política nos próximos quatros anos"

PS "está em condições de assegurar que governará com estabilidade política nos próximos quatros anos"

Ana Catarina Mendes falou da "grande vitória" do PS e "grande derrota" da direita.
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Alexandra Machado 06 de outubro de 2019 às 20:21

Coube a Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do PS, a primeira reação às projeções à boca das urnas, que confirmam o PS como partido vencedor, mas sem maioria absoluta.

Ana Catarina Mendes falou de uma "grande vitória do PS" e "uma derrota histórica da direita em Portugal".

Sem querer avançar se já começaram conversas para possível aliança que no Parlamento seja conseguida uma maioria, Ana Catarina Mendes garantiu, ainda assim, que "o partido socialista está em condições de assegurar que governará com estabilidade política nos próximos quatros anos".

Para o PS, "os portugueses votaram pela estabilidade governativa e o PS empenhar-se-á para que os próximos quatro anos sejam de um governo de estabilidade política, estabilidade social, de progresso e de futuro em Portugal".

Sem maioria absoluta, o PS poderá ter de negociar com partidos com menos votos para garantir essa estabilidade, mas sobre isso Ana Catarina Mendes não se alongou e até remeteu para António Costa qualquer comentário sobre esse tema. 

Mesmo sem maioria absoluta, Ana Catarina Mendes fala de "uma grande vitória ao PS nesta noite eleitoral". Para esta responsável, tudo aponta "para uma claríssima vitória do PS e por isso mesmo clara vontade dos eleitores de continuarmos com governo de estabilidade liderado pelo PS".

Quanto aos possíveis parceiros, também ninguém se quer pronunciar. O PCP, pela voz de Paulo Raimundo, ouvido pela RTP, diz que o PS pode contar com a CDU, como contou nos últimos quatro anos, para uma votação ao seu lado naquilo que entender ser positivo e contra no que for negativo.

O Bloco de Esquerda, pela voz de Jorge Costa, que realçou a confirmação do Bloco como terceira força política, também não se alongou sobre cenários. "Depois de uma campanha centrada sobre o nosso programa reconduz Bloco de Esquerda como terceira força política do país", declarou o deputado bloquista que assume que o desenlace político das eleições só se conseguirá saber quando terminada contagem dos votos. Já houve contactos com o PS? "Não houve contactos", assumiu.

O PAN, por seu lado, aguarda o desfecho final da contagem, realçando Inês de Sousa Real estar o PAN satisfeito com a projeção que dá ao PAN um grupo parlamentar. Não falou de alianças.  

Tal como Ana Catarina Mendes, também Jorge Costa, do Bloco, realçou o que diz ser "a derrota histórica dos partidos de direita". A secretária-geral adjunta do PS  salientou a "derrota histórica no conjunto do PSD e CDS, que é uma derrota histórica da direita em Portugal e que confirma aquilo que o PS disse ao longo destas semanas, dar mais força ao PS para um governo de estabilidade ao longo de uma legislatura, para continuarmos o caminho que iniciamos há quatro anos".

Já o PSD, a primeira reação foi a de Duarte Pacheco à RTP, que viu o outro lado da moeda: o PSD é um grande partido português, de projeção nacional. "Indiscutivelmente é a maior força da oposição e grande alternativa", mas deixou a reação forma para David Justino, vice-presidente do PSD.

Ana Catarina Mendes ainda deixou uma palavra sobre a abstenção, ainda que tenha salientado que os dados exatos ainda não são conhecidos, mas realçou o empenho do PS "à maior participação sempre é isso que temos feito sempre".


(Notícia atualizada com mais declarações)




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