Política PS quer ter acesso aos documentos da Associação Coleção Berardo

PS quer ter acesso aos documentos da Associação Coleção Berardo

O partido quer ter acesso aos estatutos, mas também às atas das assembleias gerais. O pedido já foi entregue ao presidente da comissão parlamentar de inquérito.
PS quer ter acesso aos documentos da Associação Coleção Berardo
Lusa
Rita Atalaia 16 de maio de 2019 às 17:34

O PS quer ter acesso aos documentos da Associação Coleção Berardo. O partido já entregou o requerimento ao presidente da comissão parlamentar de inquérito a gestão da Caixa Geral de Depósitos (CGD). 

 

"Os deputados socialistas pedem, no requerimento, que sejam enviados à comissão os estatutos da Associação Coleção Berardo atualmente em vigor, a sucessão de alterações aos estatutos, as atas de todas as Assembleias Gerais e os elementos identificativos da ação judicial de que a Associação foi alvo, no que diz respeito à legalidade dos seus Estatutos, bem como da sentença aí proferida", lê-se no pedido entregue esta sexta-feira.

 

Este requerimento surge, explicam, "na sequência da audição realizada a José Berardo na comissão parlamentar de inquérito, no passado dia 10 de maio, onde foram mencionados diversos documentos com relevância para os trabalhos da Comissão".

 

A polémica em torno de Joe Berardo intensificou-se depois da audição do comendador na sexta-feira passada. Uma prestação do empresário madeirense que foi alvo de muitas críticas e que levou o Conselho de Ordens Nacionais a decidir reunir-se esta sexta-feira para decidir se levanta um processo de inquérito que visa retirar as condecorações a Joe Berardo na sequência das suas declarações durante a audição.

 

Já esta quinta-feira Luís Leite Ramos, presidente da mesa, disse, em declarações aos jornalistas, que a comissão vai enviar para o presidente da Assembleia da República cópia da audição de Joe Berardo, cujo comportamento "não é compatível com alguém que tem aquele título". 

 

Foi nesta audição que Berardo disse aos deputados ter realizado uma assembleia geral sem a presença dos bancos credores - CGD, Novo Banco e BCP - na qual foi realizado um aumento de capital que diluiu a posição de 75% das instituições financeiras na Associação.




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