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PS rejeita negociar cortes nas pensões actuais e promete as "correcções" necessárias nas futuras

Em conferência de imprensa, Vieira da Silva acusou o Governo de também querer reduzir salários e sublinhou a importância de mecanismos como a redução da TSU dos trabalhadores.

Paulo Duarte/Negócios
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Vieira da Silva, vice-presidente da bancada do PS, voltou esta terça-feira a rejeitar qualquer acordo com a maioria que vise a redução das pensões em pagamento. O PS diz que fará as "correcções necessárias" sobre as futuras pensões e defende a importância de mecanismos como a redução da TSU paga pelos trabalhadores.

"Neste momento os partidos da maioria tentam esconder-se por trás de todos os argumentos para que a realidade não seja evidente. Está escrito: a previsão de uma poupança de 600 milhões com as pensões", começou por dizer. "O Partido Socialista não é parceiro desta poupança. Nem hoje nem amanhã. O Partido Socialista não considera como opção viável um novo corte do rendimento dos pensionistas", acrescentou, em conferência de imprensa, no Largo do Rato.

Questionado sobre se a redução da TSU proposta pelo PS não agrava o problema da Segurança Social, o deputado referiu que a solução do Governo pode também afectar salários e rendimentos. "Poupança, porque a senhora ministra tem dito que não é necessariamente corte nas pensões, é também corte nos salários, através de aumentos da TSU, e cortes nos rendimentos, através do aumento do IVA". O diploma apresentado no ano passado pelo Governo previa, além de um corte permanente nas pensões em pagamento, uma ligeira subida da TSU e do IVA, e foi este o cenário assumido nas contas do Documento de Estratégia Orçamental, apesar de o Governo também ter dito que a solução está em aberto.

Reconhecendo que existem "problemas sérios" no sistema gerados pelo desemprego, Vieira da Silva admitiu fazer incidir os ajustamentos necessários nas novas pensões.

"Faremos as correcções que forem necessárias para garantir a equidade e o equilíbrio do sistema", disse, acrescentando que as pensões futuras, que o PS diz querer "proteger", dependem da capacidade de "recuperar emprego".

O PS tem defendido a convergência "total" dos sistemas da Segurança Social e da CGA o que, na prática, pode abrir a porta a poupanças futuras.
 

Redução da TSU dos trabalhadores é parte "fundamental" do programa

 

Uma das medidas do relatório que serviu de base à elaboração do programa eleitoral do PS que tem sido mais questionada é a da redução da TSU a cargo dos trabalhadores, de forma temporária, que teria como contrapartida, mas apenas a partir da próxima década, a redução do valor das futuras pensões.

Esta terça-feira, Vieira da Silva voltou a referir a medida. Questionado sobre se constará da versão final do programa eleitoral do partido, a apresentar a 6 de Junho, respondeu que o modelo final ainda não é conhecido, mas sublinhou a importância da ideia.

"Estes instrumentos de apoio ao rendimento das famílias são parte fundamental do nosso programa de recuperação económica. Portanto, com a formulação que tiverem elas lá estarão como peça que não deixaremos de defender".

Já a redução da TSU para as empresas fica condicionada à obtenção de novas receitas, nomeadamente por via de um imposto sobre grandes heranças e do chamado "IRC Social".

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