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PS diz que conseguiu travar nomeação de Carlos Moedas para uma pasta social

O PS considerou hoje que conseguiu travar que o ex-secretário de Estado Carlos Moedas fosse nomeado para uma pasta social da Comissão Europeia, mas que terá a colaboração dos socialistas como comissário para a ciência e inovação.

Lusa 10 de Setembro de 2014 às 12:37
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Esta posição foi transmitida à agência Lusa pelo eurodeputado socialista Carlos Zorrinho, depois de o presidente eleito da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ter anunciado que o comissário indicado por Portugal para o futuro executivo comunitário, Carlos Moedas, assumirá as pastas da investigação, ciência e inovação.

 

"Portugal enviou para Bruxelas um comissário ortodoxo, quando a União Europeia precisa de mudança. Por isso, perdeu a oportunidade de ter uma pasta económica directa", começou por afirmar Carlos Zorrinho.

 

O ex-presidente do Grupo Parlamentar do PS referiu depois que "os socialistas fizeram sentir" junto de responsáveis das instituições europeias "que não era aceitável que um comissário com o perfil de Carlos Moedas ficasse numa área social".

 

"E conseguimos", concluiu Carlos Zorrinho

 

De acordo com o eurodeputado do PS, a pasta da investigação atribuída ao ex-secretário de Estado do executivo liderado por Passos Coelho "é importante".

 

"Acredito que Carlos Moedas não replicará [na Comissão Europeia] a política de ciência queimada que o ministro Nuno Crato tem aplicado em Portugal. Carlos Moedas poderá contar com os socialistas portugueses para que o seu desempenho seja bom para a Europa e bom para Portugal", acrescentou Carlos Zorrinho, que foi secretário de Estado da Inovação no segundo executivo liderado por José Sócrates.

 

O sucessor de Durão Barroso à frente da Comissão Europeia decidiu atribuir a Carlos Moedas, 44 anos, até agora secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, o pelouro da Investigação, ficando assim o comissário português responsável pelo maior programa-quadro de sempre de investigação e inovação da UE, o Horizonte 2020, com um orçamento para os próximos sete anos no valor de quase 80 mil milhões de euros.

 

A nova "Comissão Juncker" deverá entrar em funções a 01 de Novembro próximo, tendo o colégio de comissários que ser aprovado ainda pelo Parlamento Europeu, depois de audições de cada um dos comissários designados, que terão início ainda em Setembro.

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