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PS diz que Governo nomeou até hoje 1.455 pessoas, uma "verdadeira clientela partidária"

José Junqueiro criticou as nomeações para várias empresas públicas e para a EDP, questionando-se se Passos Coelho perdeu autoridade ou faltou à palavra dada.

Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 12 de Janeiro de 2012 às 18:09
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“Os sacrifícios e o desemprego não tocam a todos. Há uma elite da maioria que se esquiva, que ate vê aumentado o seu pecúlio, acumulando pensões milionárias com salários despudorados que usufruem neste momento”, acusou. “No primeiro meio ano de Governo, desmultiplicou-se a modificação das leis orgânicas, escapando aos concursos. Governo nomeou 1.455 pessoas até hoje, ao ritmo de 10 por dia, sendo certo que na maioria se trata de amigos, de uma verdadeira clientela partidária”, acrescentou.

O deputado do PS (na foto à esquerda) colocou então várias questões. “Será um problema de autoridade do primeiro-ministro ou falta com palavra dada?”. “Num momento em que todos fomos convocados para o esforço nacional, é possível conceber que funcionários do Banco de Portugal recebam a totalidade dos subsídios de férias e Natal enquanto outros os vêem ser capturados pelo Governo?”, perguntou.

“É imaginável que o autarca/vereador do Fundão, que perdeu em tribunal a sua contestação à Águas de Portugal, seja promovido a administrador/credor dessa empresa, e ainda com insultuoso salário de 150 mil euros?”, afirmou ainda. A nomeação de Eduardo Catroga para a EDP não foi esquecida: “o primeiro-ministro sente-se confortável ao saber que Eduardo Catroga, que tudo negociou com a troika e que tem informação privilegiada sobre as privatizações e o seu calendário, seja nomeado para a EDP?”.

Nomeações para governos civis foram lembradas

Hélder Amaral, do CDS, contrapôs as dúvidas levantadas por José Junqueiro com as nomeações de governadores civis, que o eram “mesmo depois de chumbados pelo eleitorado”. “Tinham competência ou não?”, perguntou, sublinhando que “este governo é o que tem feito maior esforço em impor a si próprio auto-disciplina”.

Da parte do PSD, o deputado Pedro Pinto estranhou que o PS se insurja contra o pagamento do salário a Catroga numa altura em que a EDP já não é do Estado. “Então agora que a EDP é privada passamos a estar preocupados com o que ganha o presidente do Conselho Superior, e quando era uma empresa pública, que dependia dos senhores completamente [Governo PS], pagaram estes salários e nunca consideraram isto escandaloso? Esses sim pagos pelo erário público”, contestou.

Junqueiro conclui dizendo que o problema “é que dos 10,5 milhões de portugueses os senhores [a maioria] apenas acham que há portugueses competentes no PSD e CDS, e que o resto é um deserto”.
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