Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

PS respeita compromissos do Estado, mas quer outro caminho para os cumprir

O dirigente nacional do PS Miguel Laranjeiro afirmou hoje que o partido respeita os compromissos assumidos pelo Estado português, mas defende um caminho para os cumprir completamente diferente do que é seguido pelo Governo "ultra liberal" PSD/CDS-PP.

Lusa 24 de Março de 2013 às 21:12
  • Partilhar artigo
  • 8
  • ...

"Uma coisa são os compromissos do Estado português, e esses nós cumprimos, outro é o modo, a forma e o instrumento para lá chegar", argumentou Miguel Laranjeiro, em declarações à agência Lusa.

 

O responsável pela organização no Secretariado Nacional do PS respondeu assim ao secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, que hoje criticou o líder dos socialistas, António José Seguro, por ter escrito à 'troika' prometendo que honrará os compromissos do Estado português se formar Governo.

 

"Veio logo a correr, e creio que até escreveu à 'troika', a dizer que vai manter os seus compromissos internacionais, ou seja, que vai manter a sua identificação e subscrição com o chamado pacto de agressão. Mau sinal", considerou Jerónimo de Sousa.

 

Segundo Miguel Laranjeiro, "entendia-se que o PSD tivesse esse tipo de atitude, porque há um desespero na coligação, mas ninguém compreende que secretário-geral do PCP o faça".

 

O deputado e dirigente socialista referiu que "o PS é muito claro" e "sempre disse e mantém que respeita todos os compromissos do Estado português, porque é um partido responsável".

 

"Agora, censuramos o caminho seguido para cumprir esse compromisso. É um caminho errado, que está a ser apoiado por uma aliança entre o Governo e a 'troika', do qual o PS se afasta claramente. Discordamos completamente do caminho que está a ser seguido pelo Governo ultraliberal PSD/CDS-PP", reforçou.

 

Questionado sobre se o PS não defende uma renegociação dos compromissos assumidos internacionalmente pelo Estado português, Miguel Laranjeiro respondeu: "Os compromissos são pagar a dívida, consolidar as contas públicas. A forma de lá chegar é que tem de ser diferente. O caminho que defendemos tem a ver com a renegociação das condições, dos prazos, dos juros, e também com a aplicação de uma agenda para o crescimento e emprego".

Ver comentários
Outras Notícias