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PS responde ao CDS e diz que Paulo Portas “já não engana ninguém”

CDS criticou, em carta aberta, “inesperado desespero” do líder do PS sobre as pensões. PS responde apontando para o novo aumento de impostos e corte das pensões previsto no Documento de Estratégia Orçamental.

Bruno Simão/Negócios
Negócios com Lusa 04 de Maio de 2014 às 17:06
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O vice-presidente da bancada do PS, José Junqueiro, respondeu hoje à carta aberta dirigida pelo CDS-PP ao líder socialista afirmando que, sobre as pensões, “o Dr. Paulo Portas já não engana ninguém”.

 

“De uma forma objectiva, o Dr. Paulo Portas já não engana ninguém. Todos perceberam que o Governo fez um aumento de impostos e um corte nas pensões”, afirmou José Junqueiro, em declarações à Agência Lusa, referindo que comentadores políticos e da área do Governo também “já o reconheceram”.

 

O CDS-PP divulgou hoje uma carta aberta ao secretário-geral do PS, acusando António José Seguro de revelar um “inesperado desespero” com o que considerou a recuperação substancial do valor das pensões.

 

Na carta, Filipe Lobo d`Ávila considerou que António José Seguro mostrou “descaramento” que “merece resposta pronta” por perguntar “como se sentiria o líder do CDS-PP” depois de criar uma “TSU das pensões”.

 

Repudiando o conteúdo da carta dirigida pelo porta-voz do CDS-PP, que classificou como “um insulto”, o dirigente do PS sublinhou que o “corte nas pensões tem um carácter definitivo” como prevê o Documento de Estratégia Orçamental e que “isso é um facto incontornável”.

 

“O Dr. Portas [presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro] que se quis apresentar como o provedor dos contribuintes e dos pensionistas ficará na história como o algoz desses contribuintes e desses pensionistas”, considerou José Junqueiro.

 

Quanto às críticas feitas pelo CDS-PP ao anterior governo PS, José Junqueiro disse que o anterior governo “já transitou em julgado” e que “quem tem agora que responder ao país pelas medidas que está a tomar é o actual Governo”.

 

“Compreendemos pois que, quando um político entra em desespero, se sinta mais atraído pelo insulto do que pela grandeza de ter reconhecido que errou”, disse.

 

O porta-voz do CDS-PP, Filipe Lobo d`Ávila, tinha considerado “espantoso” que o PS critique a “Contribuição Extraordinária de Solidariedade”, sublinhando que “foi criada no Orçamento de 2011 por um Governo socialista”.

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