Política PS vive “crise de identidade ideológica” e “vazio de ideias”, acusa a maioria

PS vive “crise de identidade ideológica” e “vazio de ideias”, acusa a maioria

Debate sobre a concessão dos transportes públicos do Porto serviu para o PSD e o CDS atacarem os socialistas. As bancadas à direita acusaram o PS de “vazio de ideias” e de apresentar um “conjunto de generalidades” com “falta de decoro”.
PS vive “crise de identidade ideológica” e “vazio de ideias”, acusa a maioria
Bruno Simões 12 de fevereiro de 2015 às 18:53

O pretexto para Virgílio Macedo atacar o PS, esta tarde, foi o projecto de resolução dos socialistas a exigir a anulação da concessão da STCP e Metro do Porto aos catalães da TMB/Moventis. "É mais um capítulo da sua actual crise de identidade ideológica, que se constata em avanços e recuos em diversas matérias, e ausência de opinião noutras", acusou o vice-presidente da bancada social-democrata.

 

Virgílio Macedo, que preside também à distrital do Porto (e a quem Teresa Caeiro, que estava a dirigir os trabalhos, chamou Virgílio Ferreira), lançou críticas à posição de António Costa face à Grécia e ao Syriza. "Costa tentou colar-se ao Syriza mas depois logo a correr foi a Badajoz colar-se ao PSOE que concorre com o Podemos". "O PS é hoje um verdadeiro cata-vento ideológico com poucas convicções e sem opiniões verdadeiramente consolidadas", criticou Macedo, reciclando uma expressão usada há dias por Marco António Costa, porta-voz do PSD.

 

Macedo procurou também demonstrar que foi o PS que iniciou o processo de concessão do metropolitano portuense. "Quem lançou a concessão do Metro do Porto em 1998? Foi o PS com António Guterres. Quem é que, em 2009, tornou a lançar nova concessão? O PS, com José Sócrates", descreveu. Agora, "com uma exposição de motivos que não é mais que um monte de generalidades, pedem a anulação dos contratos de concessão", apesar de o caderno de encargos garantir que "a qualidade do serviço está assegurada". "Falta de decoro", acusou.

 

O CDS também criticou a falta de ideias dos socialistas. "O PS vive um vazio de ideias com agenda para a década cuja década está por identificar", acusou Hélder Amaral, garantindo que "enquanto o PS estiver na oposição o serviço público de transportes será defendido".




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