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PSD defende que "rating" de Portugal vai subir após reformas do futuro Governo

O dirigente do gabinete de estudos do PSD defende que, com as reformas que um futuro Governo social-democrata vai aplicar, as agências ainda vão subir o "rating" de Portugal.

Lusa 24 de Março de 2011 às 19:27
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O dirigente do gabinete de estudos do PSD Carlos Moedas defendeu hoje em declarações à agência Lusa que, com as reformas que um futuro Governo social-democrata vai aplicar, as agências ainda vão subir o 'rating' de Portugal.

Segundo Carlos Moedas (na foto à esquerda), que é um dos principais conselheiros do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, os mercados "olham para uma nova equipa de gestão como uma boa notícia", porque "há muito tempo não dão credibilidade ao Governo português".

No seu entender, "assim que os mercados incorporem a informação de que o PSD vai respeitar as metas do défice, e fará tudo o que for necessário para que se cumpram essas metas até porque foi o PSD que sempre anda atrás do Governo para cortar, essas agências voltarão a dar credibilidade a Portugal".

"Com as reformas que o PSD vai implementar, eu digo-lhe que ainda vão subir o 'rating', não sei se nos próximos 6 meses, se nos próximos 12 meses -- ainda não se sabe quando haverá um novo Governo", acrescentou.

O secretário de Estado Adjunto, da Indústria e do Desenvolvimento, Fernando Medina, numa conferência de imprensa no Parlamento acusou hoje o PSD e a restante oposição de abrirem uma crise política que teve como consequência a decisão da agência de notação financeira Fitch de cortar o 'rating' de Portugal em dois níveis.

Em resposta a esta acusação, Carlos Moedas assinalou que uma decisão idêntica à da Fitch foi tomada pela Moody's há duas semanas: "Então isto era culpa da crise política? Nessa altura ainda não tínhamos crise política nenhuma".

Carlos Moedas, que fez parte da equipa do PSD que negociou com o Governo o Orçamento do Estado para 2011, aconselhou quem associa a descida do 'rating' à crise política em Portugal "a perguntar àquelas pessoas que compram Obrigações do Tesouro português porque é que não as compram, se é pela crise política, ou se é porque há muito tempo não dão credibilidade ao Governo português".

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