Política PSD: Mota Pinto espera que PS esteja disponível para entendimentos

PSD: Mota Pinto espera que PS esteja disponível para entendimentos

Paulo Mota Pinto defendeu a necessidade de entendimentos com os socialistas em algumas áreas e lembrou que Rio já mencionou a área da justiça.
PSD: Mota Pinto espera que PS esteja disponível para entendimentos
Jorge Paula/Correio da Manhã
Negócios com Lusa 17 de fevereiro de 2018 às 13:46

O antigo vice-presidente do PSD, Paulo Mota Pinto, defendeu, este sábado, entendimentos em "áreas sectoriais" entre os sociais-democratas e os socialistas, dizendo esperar que o PS esteja disponível para esses consensos.

À margem do 37.º Congresso do PSD, que decorre até domingo, em Lisboa, Mota Pinto defendeu aos jornalistas esses entendimentos, excluindo um Bloco Central como o que "existiu historicamente" numa "situação de pré-catástrofe" económica.


Quanto a viabilizações de governo, uma questão que não ficou clarificada no discurso de ontem de Rui Rio, Mota Pinto disse esperar que seja "o PS a estar nesse dilema" face a um executivo do PSD. Isto porque o antigo vice-presidente de Manuela Ferreira Leite acredita que o PSD vencerá as legislativas de 2019, obrigando o PS a decidir se viabiliza ou não um Executivo liderado por Rio. "O PS é que tem de ter esse dilema: saber se viabiliza, ou não, um Governo do PSD", insistiu.

"Espero que o problema não se venha a pôr porque penso que está ao alcance do partido [vencer as eleições]. Mas a seu tempo se verá", disse o presidente da comissão de honra de Rio e apontado como provável elemento da próxima direcção social-democrata.


"Diferente disso é haver entendimentos em áreas sectoriais, sobre políticas que requerem uma base alargada porque requerem um período de tempo superior a uma legislatura e é necessário que haja uma convergência. É evidente que é necessário que haja uma convergência, esperemos que PS esteja disponível para isso também", defendeu.


Para Mota Pinto, "do lado do PS e do Governo há um ónus, de estar disponível para esses entendimentos".


"O Bloco central é uma realidade que existiu historicamente no país em estado de necessidade, isto é, numa situação de pré-catástrofe, de catástrofe financeira. É algo que não está, nem estará em cima da mesa, foi dito claramente na campanha", sublinhou, referindo-se às afirmações de Rui Rio na campanha interna dos sociais-democratas.


O antigo deputado vincou que, "outra questão, é saber se alguma vez, algum dia, o partido menos votado dos dois grandes partidos viabilizará um governo do outro partido".


"Isso é uma outra questão, que agora não se põe, neste momento o país tem um Governo apoiado por uma maioria no parlamento, que foi formada pelo partido que não foi o partido mais votado. Isso é um problema que, a seu tempo se verá. Eu espero que seja o PS a ter esse dilema, a saber se viabiliza ou não um governo do PSD", declarou.


Questionado sobre possíveis áreas para entendimentos, Mota Pinto lembrou que, no discurso de sexta-feira ao Congresso, o novo líder do PSD, Rui Rio, já mencionou a área da justiça, à qual acrescentou a estabilidade fiscal.




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comentários mais recentes
Rammstein 17.02.2018

Vergonha, vergonha é ter um primeiro ministro a chamar a troika pois deixou Portugal na Bancarrota e depois estar acusado de tudo e mais alguma coisa.

Como se chama ?

José Sócrates. . . . . . .do PS

Anónimo 17.02.2018

O Partido Comunista controla a Administração Pública. Os portugueses tem sofrido na pele a na alma esse domínio pelos sindicatos da CGTP. Os votos não se podem sobre por ao interesse nacional e há que por fim a essas situações de greves e manifestações.

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