Segurança Social PSD: Redução da TSU para as empresas será compensada pela criação de emprego

PSD: Redução da TSU para as empresas será compensada pela criação de emprego

O impacto da redução da taxa social única (TSU) para as empresas será compensado quando começarem a ser criados postos de trabalho que permitam repor o nível de financiamento que existia na Segurança Social. Até lá, é preciso encontrar uma solução intermédia.
PSD: Redução da TSU para as empresas será compensada pela criação de emprego
Bruno Simão/Negócios
Bruno Simões 14 de abril de 2015 às 20:43

Marco António Costa, porta-voz do PSD, deu esta terça-feira mais detalhes sobre a proposta de reduzir a TSU para as empresas, e deu a entender que o que se tentou fazer em 2012 foi algo completamente diferente. De acordo com o dirigente social-democrata, o objectivo é "dinamizar a contratação e criar condições para aumentar a oferta de emprego em Portugal", e a redução da taxa terá de ser discutida em sede de concertação.

 

A ideia é que os novos postos de trabalho que forem criados compensem, através do pagamento, pelos novos trabalhadores, de contribuições sociais, a perda de receita provocada pela redução da taxa. O porta-voz do PSD falou aos jornalistas no final da reunião com a ministra das Finanças, que recebeu os partidos com assento parlamentar em busca de contributos para os documentos a enviar para Bruxelas.

 

Mas isso não será atingido no imediato. "Se durante um período diminuirmos o valor da TSU pago pelas empresas, haverá redução durante esse período da receita da Segurança Social", explicou. "Haverá um tempo em que isso acontecerá sem que isso venha a compensar essa perda de receita pela criação de postos de trabalho". Ora, "neste período deverão ser encontradas formas consensualizadas para garantir a sustentabilidade do sistema de Segurança Social".

 

Poderão ser transferências orçamentais? Marco António Costa admitiu que sim, lembrando que "nos últimos anos foi através de transferências orçamentais" que se garantiu o equilíbrio da Segurança Social.

 

Marco António Costa acusou ainda o PS e António Costa de terem lançado a "confusão" ao dizerem que Passos Coelho quer aumentar a TSU dos trabalhadores – tal como pretendeu em 2012. "Esta medida não tem nada a ver com o que aconteceu em 2012. O assunto 2012 morreu, está enterrado, não existe", garantiu.

 

O porta-voz rejeitou ainda que exista "confusão" dentro da coligação com o CDS por causa da TSU. Mas, pouco menos de uma hora antes, Cecília Meireles, do CDS, evitou comentar a intenção de baixar a TSU.




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