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PSD e PP concorrem separados mas fazem acordo pós-eleitoral

O Partido Social Democrata (PSD) e o CDS/PP vão concorrer com listas próprias às próximas eleições legislativas de 20 de Fevereiro, mas assinaram um acordo com vista a um entendimento pós-eleitoral, com vista a repetir a maioria parlamentar.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 14 de Dezembro de 2004 às 20:54
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O Partido Social Democrata (PSD) e o CDS/PP vão concorrer com listas próprias às próximas eleições legislativas de 20 de Fevereiro, mas assinaram um acordo com vista a um entendimento pós-eleitoral, com vista a repetir a maioria parlamentar.

«Em 20002 [o PSD e o PP] concorreram separados e tiveram a maioria [parlamentar], assim faremos de novo», disse o líder do PSD, acrescentando que «faz sentido continuar esse projecto, faz sentido ser determinado e coerente».

«Vamos cada um por si, com listas próprias» para «melhor atingir os nossos objectivos», acrescentou Santana Lopes, desejando que «se repita o que aconteceu em 2002».

Nas últimas eleições legislativas o PSD e o PP fizeram um acordo pós eleitoral, depois de Durão Barroso, então líder do PSD, não ter conseguido a maioria na Assembleia da República.

O primeiro-ministro demissionário apelou aos eleitores para que voltem a votar nos partidos da coligação, «por uma questão de justiça».

«O que se passou nesses quatro meses» foi que alguns políticos não se habituaram suficientemente às regras de uma democracia, mas a partir de 20 de Fevereiro, «vai ser diferente, com esta maioria eleita directamente com o voto do povo», disse Santana

«Contra a injustiça que foi feita, os portugueses vão fazer justiça pelo voto», acrescentou Santana, assegurando que o PP é «adversário e não concorrente».

Paulo Portas, líder do PP, afirmou que «assistimos hoje a um momento clarificador na vida democrática portuguesa», explicando que com esta decisão, os portugueses «podem aumentar a sua escolha» que «não dá lugar a constrangimentos».

Este acordo «aumenta e potencia a nossa oportunidade no dia posterior às eleições», disse Portas, acrescentando que «queremos uma maioria baseada no PSD e no PP».

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