Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

PSD mantém ameaça de chumbo de empréstimo de 500 milhões

Líder da distrital, Carlos Carreiras, diz que a "esmagadora maioria" dos deputados vai votar contra, mas o antigo líder da distrital António Preto garante que os parlamentares municipais teriam preferido abster-se a cumprir a orientação de voto.

Negócios com Lusa 04 de Dezembro de 2007 às 09:21
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

Os deputados municipais do PSD poderão chumbar hoje a proposta da Câmara de Lisboa para contrair um empréstimo de 500 milhões de euros para pagar dívidas a fornecedores, caso cumpram a orientação de voto do partido.

O voto contra na proposta de empréstimo foi a orientação dada aos deputados municipais pela direcção nacional e distrital do PSD.

Depois da reunião do grupo municipal social-democrata, segunda-feira à noite, o líder da distrital, Carlos Carreiras, disse que a "esmagadora maioria" dos deputados vai votar contra, mas o antigo líder da distrital António Preto afirmou que os parlamentares municipais teriam preferido abster-se a cumprir a orientação de voto.

"A maioria dos deputados exprimiu que a posição mais adequada seria a da abstenção. Havendo uma orientação de voto, a tendência vai ser para cumprir a orientação de voto", afirmou António Preto aos jornalistas à saída da reunião.

A Câmara de Lisboa aprovou quarta-feira a contratação de um empréstimo de 500 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos para pagar dividas a fornecedores contraídas nos mandatos anteriores.

O empréstimo envolve duas tranches, a primeira, de 360 milhões, destina-se ao pagamento imediato de dívidas, a segunda, de 140 milhões, está reservada ao eventual pagamento de dívidas que se encontram em contencioso judicial.

Segundo a proposta aprovada, a utilização de qualquer parcela da segunda tranche teria de ser sujeita à autorização da Assembleia Municipal, órgão em que o PSD está em maioria absoluta.

O presidente da Câmara da capital, o socialista António Costa, já na semana passada deixou no ar a possibilidade de se demitir e convocar eleições antecipadas, caso o PSD inviabilizasse o considera ser um instrumento essencial para por alguma ordem nas contas da autarquia.

Mais lidas
Outras Notícias