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PSD prefere saída com programa cautelar por prudência

O vice-presidente da bancada parlamentar do PSD Miguel Frasquilho afirmou esta quarta-feira que o partido transmitiu à troika a preferência por uma saída do actual resgate com um programa cautelar por razões de prudência, desde que as condições sejam favoráveis.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 26 de Fevereiro de 2014 às 15:26
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"O que transmitimos à troika é que, caso as condições sejam favoráveis, um programa cautelar nos pareceria mais prudente tendo em conta, por exemplo, que os juros da dívida pública portuguesa a dez anos se encontram ainda nesta altura acima do que a Irlanda registava quando saiu do programa", disse o deputado.

 

Miguel Frasquilho, que falava após uma reunião dos chefes de missão da troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) no Parlamento com os deputados que integram a comissão parlamentar que acompanha a implementação das medidas do programa, disse ainda que questionou a 'troika' sobre as medidas impostas à Irlanda para aceitar um programa cautelar.

 

Segundo o deputado, o PSD terá confrontado a troika com informações segundo as quais os parceiros europeus teriam imposto à Irlanda condições de tal forma gravosas para que pudesse aceitar um programa cautelar, que isso levou o país a rejeitar essa opção.

 

Assim, disse o deputado, a preferência do PSD expressada pelo grupo parlamentar nesta reunião seria uma saída com um programa cautelar, desde que com condições favoráveis.

 

A resposta da 'troika', segundo o deputado, foi que no final caberia ao Governo português tomar a decisão, sem no entanto confirmar ou desmentir as condições gravosas impostas no cautelar nem expressar qualquer preferência.

 

Miguel Frasquilho disse ainda que o PSD expressou na reunião "total abertura para a existência de consensos e também de entendimentos alargados, não só na sociedade portuguesa, mas no espectro político também, nomeadamente com o PS", uma vez que considera que o ajustamento terá de continuar e para além dos próximos dois ou três anos.

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