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Putin avisa que mais ataques na Síria trarão o “caos” às relações internacionais

O presidente russo afirma que a intervenção dos Estados Unidos, França e Reino Unido na Síria diminuiu as hipóteses de se chegar a uma solução política para o conflito naquele país.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, condenou os ataques perpetrados contra a Síria e exigiu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Putin considera que a intervenção dos EUA e dos seus aliados na Síria pode representar um agravar da catástrofe humanitária que se vive naquele país, além de afectar as relações internacionais.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, diz que os ataques desta madrugada são um 'enorme retrocesso no processo de negociações'.
O embaixador russo, Anatoly Antonov, afirmou, através da rede social Twitter que 'mais uma vez, fomos ameaçados. Avisámos que tais acções não ficariam sem consequências.
EPA
Negócios com Reuters 15 de Abril de 2018 às 17:07
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O presidente russo Vladimir Putin avisou este domingo, 15 de Abril, que mais ataques do Ocidente na Síria trarão o "caos" às relações internacionais.

 

Segundo a Reuters, Putin deixou o alerta numa conversa telefónica com o seu homólogo iraniano Hassan Rouhani depois de os Estados Unidos, França e Reino Unido terem realizado, no sábado, uma série de ataques com mísseis contra três alvos associados à produção e armazenamento de armas químicas na Síria.

 

Um comunicado do Kremlin informou que Putin e Rouhani concordaram que os ataques ocidentais diminuíram as hipóteses de se chegar a uma solução política para o conflito que dura há sete anos e que já matou pelo menos meio milhão de pessoas.

 

"Vladimir Putin, em particular, enfatizou que, se tais acções cometidas em violação da Carta da ONU continuarem, isso inevitavelmente levará ao caos nas relações internacionais", refere o comunicado do Kremlin, citado pela agência noticiosa.

 

Os ataques levados a cabo pelos Estados Unidos, França e Reino Unido atingiram o coração do programa de armas químicas da Síria, disse Washington, em resposta a um ataque com armas químicas realizado há uma semana. Os três participantes insistiram que a sua resposta não teve como objectivo derrubar o presidente Bashar al-Assad ou intervir no conflito.

 

Os bombardeamentos, descritos pelo presidente dos EUA Donald Trump como um sucesso, mas denunciados por Damasco e seus aliados como um acto de agressão, marcaram a maior intervenção dos países ocidentais contra Assad e a Rússia.

 

As palavras de Putin foram divulgadas pouco tempo depois de o ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Ryabkov, ter feito uma nota mais conciliatória dizendo que Moscovo faria todos os esforços para melhorar as relações políticas com o Ocidente.

 

Questionado sobre se a Rússia estava preparada para trabalhar com as propostas dos países ocidentais nas Nações Unidas, Ryabkov disse à agência de notícias TASS: "Agora a situação política é extremamente tensa, por isso não farei nenhuma previsão".

 

"Trabalharemos com calma, de forma metódica e profissional, aproveitando todas as oportunidades para que a situação saia deste pico político extremamente perigoso", afirmou.

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