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Putin reforça compra de dívida da economia que classificou de "parasita"

Vladimir Putin viu as reservas da Rússia denominadas em dívida dos EUA crescer em mais de 1600% nos últimos cinco anos, mas diz que a política de emissão de dívida norte-americana é "parasita".

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 19 de Agosto de 2011 às 12:19
Apesar das críticas, o líder russo reconhece que as obrigações dos EUA são o activo mais seguro do mundo.

Putin foi o presidente russo que mais dívida norte-americana comprou na história da Rússia e, desde Setembro de 2008, viu este montante crescer mais de 16 vezes, refere a agência Bloomberg que cita os dados do Departamento do Tesouro.

O actual primeiro-ministro da Rússia ocupou o cargo de presidente entre o ano 2000 e 2008 e, devido a uma política de limitação de mandatos passou a ocupar o cargo de primeiro-ministro. Para o ano já poderá voltar a concorrer à presidência outra vez.

“Eles estão a enviar uma mensagem” que em grande medida se destina a consumo interno, disse o gestor de fundos em mercados emergentes do Aberdeen Asset Management, Edwin Gutierrez, à agência noticiosa norte-americana. “É irónico que estas queixas surjam num período em que existe uma apreciação de capital massiva”, acrescentou.

Com 110 mil milhões de dólares em dívida dos EUA, a Rússia está hoje entre os 10 maiores detentores da dívida da maior economia do mundo. Sendo o país que mais energia produz no mundo, a Rússia tem beneficiado da subida do seu preço para financiar e reforçado as reservas de que detém em obrigações dos EUA.

No entanto, a incerteza nos mercados internacionais tem impulsionado a procura de activos de refúgio como as obrigações dos EUA e impulsionado os seus preços. Este a ano, uma linha de obrigações dos EUA com maturidade em 2020 apreciou 12%, enquanto uma linha de financiamento similar, mas emitida pelo Tesouro da Russia e denominada em dólares, valorizou 9,4%. No último mês a tendência foi igual. Enquanto as obrigações dos EUA subiram 4,9% as da Rússia apreciaram 0,6%.

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