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Quase 100% da dívida perpétua do BCP trocada por capital

Aceitação da oferta pública de troca ficou nos 99,01%, pelo que os accionistas vão ser chamados a reforçar o capital do banco em mais 250 milhões de euros.

Quase 100% da dívida perpétua do BCP trocada por capital
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 16 de Maio de 2011 às 17:11
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A oferta pública de troca (OPT) de dívida perpétua em capital do Banco Comercial Português foi concluída com sucesso, de acordo com os resultados da operação, hoje divulgados.

Segundo um comunicado da Euronext Lisbon, 99,01% da dívida perpétua emitida vai ser trocada por capital. Assim, dos mil milhões de euros de dívida, 990,147 milhões de euros vão ser convertidas em capital.

Das quatro emissões de dívida perpétua, apenas na primeira a aceitação não foi total, tendo ascendido a 96,72%.
Os investidores que aceitaram a oferta, vão receber 1.600 novas acções do BCP por cada valor perpétuo detido, cujo valor nominal é de mil euros.

As acções a entregar aos detentores destes títulos de dívida não terão valor nominal, sendo emitidas a 0,625 euros. Assim, por cada título de dívida perpétua, os investidores receberão uma carteira de acções com um valor global de mil euros, igual ao montante investido em dívida.


Dado que adesão à oferta ficou acima dos 75%, o valor global do reforço de capital do BCP sobe assim para 1,37 mil milhões de euros.


A operação inclui uma incorporação de reservas, em 120,4 milhões de euros, o reforço de capital em 990 milhões de euros com a operação de troca de dívida, sendo que o restante capital (260 milhões de euros) será injectado no banco pelos accionistas, com entradas em dinheiro, em troca de novas acções. Este reforço de capital do BCP surge numa altura em que a banca portuguesa ficou obrigada a apresentar rácios de capital mais elevados, devido ao pedido de ajuda externa efectuado por Portugal.

O Banco de Portugal determinou que os bancos terão que elevar o Core Tier One a um nível não inferior a 9% no final deste ano e a 10% em 2012. Carlos Santos Ferreira, CEO do BCP, tinha já avançado que esta operação iria colocar o rácio do BCP entre 8,5% e 9%.


As acções a emitir no âmbito desta operação deverão ser admitidas à negociação em Bolsa até ao final de Junho.

As acções do BCP fecharam a cair 1,26% para 0,548 euros.

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