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Quatro mortos e 13 feridos num ataque em zona comercial de Telavive

Pelo menos quatro mortos e 13 feridos é o resultado de um atentado perpetrado esta quarta-feira, 8 de Junho, por dois palestinianos numa popular zona comercial em Telavive, em frente ao Ministério da Defesa e do Estado-Maior do Exército de Israel.

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
Reuters
Lusa 08 de Junho de 2016 às 23:58
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Os factos ocorreram às 21:30 locais (19:30 em Portugal) no conhecido "Sarona Market", um centro de entretenimento com dezenas de restaurantes e lojas, situado diante da principal base militar de Israel.

 

Segundo a investigação preliminar da polícia israelita, os dois atacantes, primos e oriundos do distrito cisjordano de Hebron, chegaram ao centro comercial, tomaram uma bebida e depois sacaram de armas automáticas e fizeram vários disparos, tentando, ao mesmo tempo entrar na área vedada da zona comercial.

 

Vendo-se bloqueados pelos seguranças do centro, os atacantes continuaram a disparar até os carregadores das armas ficarem sem balas, precipitando a fuga entre as vítimas em pânico.

 

As câmaras de segurança de um dos restaurantes atacados captaram o pânico e a fuga dos clientes, entre eles algumas famílias com crianças, enquanto os dois palestinianos, vestidos de forma elegante, abriam fogo sobre várias pessoas. Ao acabarem as balas, um dos atacantes apunhalou um dos feridos.

 

Face às advertências de testemunhas, a polícia, que pôs de lado a existência de um terceiro elemento, acabaria por apanhar um dos atacantes no próprio centro e o segundo a cerca de um quilómetro do local do tiroteio, onde foi abatido por um agente à paisana.

 

Após o atentado, dezenas de palestinianos na cidade de Hebron, na Cisjordânia, começaram a festejar o ataque e a disparar tiros para o ar, indicaram fontes locais.

 

O tiroteio de hoje é o pior ataque da onda de violência que sacode a região desde Outubro de 2015, durante a qual morreram 211 palestinianos - na sua maioria atacantes ou presumíveis atacantes -, 30 israelitas e três estrangeiros. Os dados não incluem as vítimas de hoje.

 

O primeiro-ministro israelita, Benjamim Netanyahu (na foto), regressou hoje da Rússia, onde se encontrava desde segunda-feira para comemorar o 25.º aniversário do restabelecimento das relações bilaterais.

 

À chegada, Netanyahu convocou uma reunião de emergência no Ministério da Defesa. Para quinta-feira já está marcada nova reunião de urgência do Conselho de Ministros.

 

Os Estados Unidos condenaram de imediato o "ataque cobarde", com o Departamento de Estado norte-americano a criticar os "horríveis ataques terroristas" que têm assolado Israel e atribuídos a extremistas palestinianos.

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