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"Chega de dar tiros nos pés"

Luís Marques Mendes fez um forte apelo à união dentro do PSD, pedindo lealdade para com o líder que vier a ser eleito daqui a duas semanas. Isto numa altura em que "cheira a fim de regime" e que "as tricas no PSD são o maior seguro de vida de Sócrates".

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 13 de Março de 2010 às 18:38
Luís Marques Mendes fez um forte apelo à união dentro do PSD, pedindo lealdade para com o líder que vier a ser eleito daqui a duas semanas. Isto numa altura em que “cheira a fim de regime” e que “as tricas no PSD são o maior seguro de vida de Sócrates”.

O ex-presidente do PSD acredita que “mais cedo do que se imagina o PSD vai fazer muito de importante para Portugal”, pelo que o futuro líder social-democrata, a eleger a 26 de Março, “não pode ser fragilizado nem diminuído a seguir à eleição”.

Numa referência magoada ao passado recente no partido (foi substituído em 2007 por Luís Filipe Menezes após menos de dois anos à frente do PSD), Marques Mendes exigiu hoje no Congresso extraordinário que decorre em Mafra “lealdade, solidariedade e respeito” para com o novo líder.

“O líder que vier a ser eleito tem de ter tempo e condições para se afirmar e afirmar o partido como alternativa a Portugal”, começou por dizer. “Chega de dar tiros nos pés, chega de eleger um líder e logo a seguir congeminar a sua saída, chega de dar oportunidades a José
Sócrates e ao governo do PS”, acrescentou depois.

Marques Mendes lembrou os militantes que enchem o pavilhão de Mafra que “um partido sem unidade cá dentro não é respeitado lá fora”, pelo que o PSD deve perceber que “a trica e a intriga não servem rigorosamente a ninguém dentro do PSD, mas são o maior seguro de vida
dos nossos adversários”.

Tal como aconteceu em todas as outras grandes intervenções (à excepção de Alberto João Jardim, que iniciou período de tréguas com o Governo após a tragédia madeirense), José Sócrates não ficou de fora das críticas do ex-presidente laranja. Até porque está “politicamente sob suspeita e fragilizado como poucas vezes aconteceu em Portugal a um primeiro-ministro”.

Face ao actual “pântano político e encruzilhada económica e social”, Marques Mendes resumiu que o PSD “não pode perder tempo com questões internas porque os portugueses querem respostas para os seus problemas e não para as sensibilidades pessoais” dentro do partido.


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