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"É indispensável que o Governo mostre que o controlo da despesa está a ser feito" (act.)

Passos Coelho pressionou hoje o Governo a apresentar um balanço intercalar das medidas de corte da despesa. E se "houver desvio, o Governo que diga que medidas tenciona adoptar para recuperar". Esta será a única maneira de acalmar os mercados.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 22 de Setembro de 2010 às 18:03
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Passos Coelho pressionou hoje o Governo a apresentar um balanço intercalar das medidas de corte da despesa. E se “houver desvio, o Governo que diga que medidas tenciona adoptar para recuperar”. Esta será a única maneira de acalmar os mercados.

“Mais do que estar a falar do orçamento para 2011 é indispensável que o Governo mostre que o controlo da despesa está a ser feito”, defendeu esta tarde o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, na véspera do debate Parlamentar sobre a situação financeira e o controlo da despesa.

“Existe uma desconfiança dos mercados quanto à nossa capacidade de cumprir” as metas estabelecidas no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). E por isso, “do lado do PSD é muito importante fazer com o Governo o exercício sobre o que está cumprido relativamente ao que foi acordado”, considerando que esta é a “maneira de voltar a dar confiança” aos mercados.

Passos Coelho acredita que o importante agora é “mostrar que estamos a fazer o que é preciso”, salientando que “do lado da receita o que foi acordado foi cumprido”, com os portugueses a pagarem já mais impostos.

“É indispensável que amanhã o Governo possa mostrar ao País e aos mercados que aquilo que foi acordado foi executado e em que medida” e “se houver desvio, que o Governo diga que medidas tenciona adoptar para recuperar e corrigir o desvio”.

Só assim é possível “reganhar credibilidade externa e podermos dizer que não precisam de ter uma desconfiança tão grande”, isto porque “Portugal será capaz de cumprir com as suas obrigações”, adiantou.

Novos impostos ou corte no subsídio de Natal?

Passos Coelho pressiona assim o Governo a apresentar amanhã um “balanço intercalar das medidas que foram aprovadas”, nomeadamente no que respeita ao corte da despesa. “Espero que amanhã o Governo possa apresentar um primeiro contributo” neste sentido.

E deixou claro que novas medidas para aumentar a receita, como novos impostos ou o não pagamento do subsídio de Natal na Função Pública, “só têm de ser consideradas se as medidas que foram aprovadas não estiverem a ser executadas”.

Questionado sobre se o PSD vai aprovar o Orçamento do Estado para 2011, Passos Coelho diz que em primeiro lugar “deve-se empenhar em demonstrar que o Orçamento de 2010 está a ser cumprido” e que as medidas adicionais ao PEC estão a surtir efeito. “Em segundo, o PSD manifestou toda a disponibilidade para viabilizar o Orçamento de 2011”, mas “o Orçamento de 2011 não traga novos aumentos de impostos” uma vez que já “acordámos aumentos de impostos para 2011”.

E sublinhou que “não é ao PSD que compete dizer onde se vai cortar. É o Governo que tem de dizer qual a medida de corte de despesa que tem de efectuar.” “Sendo que ninguém ouviu o PSD a dizer que o Governo tem de cortar naquele lado ou naquela maneira”.

“Não há nenhuma reunião agendada [com o Governo], mas gostaria de tranquilizar o País” e salientou que o problema não é o Orçamento do Estado para 2011, é “saber se conseguimos chegar ao final do ano e se conseguiremos cumprir o que nos propusemos”.



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